Tempestade geomagnética pode ocorrer após erupção solar
Tempestade geomagnética pode ocorrer após erupção solar depois que a mancha AR4274 liberou, às 7h04 desta terça-feira (11), uma erupção de classe X5.2, a terceira de mesma potência desde domingo. O clarão desencadeou um apagão de rádio “R3” sobre o sul da África e arremessou uma ejeção de massa coronal (CME) que deve alcançar a Terra nas próximas horas, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
Jato canibal amplia risco de impacto
Modelos do Centro de Previsão do Clima Espacial indicam que múltiplas CMEs provenientes da mesma região solar viajam em velocidades diferentes. Caso uma ejeção mais rápida alcance outra mais lenta, forma-se um jato canibal, capaz de intensificar o campo magnético e gerar uma tempestade geomagnética de nível G3 (forte) quando atingir a magnetosfera terrestre.
Eventos desse porte podem colorir o céu com auroras em latitudes inusitadas no hemisfério Norte e, ao mesmo tempo, provocar variações de tensão em redes elétricas, aumento de arrasto em satélites de órbita baixa e falhas intermitentes em navegação por GPS e comunicações de rádio HF.
Atividade solar segue elevada
Nas últimas 24 horas o Sol registrou 28 erupções, sendo uma X, duas de classe M e 25 de classe C — o dobro do dia anterior. A NOAA sustenta 75% de probabilidade de novas erupções M e 40% de outro clarão X até quinta-feira, enquanto a mancha AR4274 permanece voltada para a Terra e exibe elevada instabilidade magnética. A região AR4276, em evolução, também pode contribuir com eventos moderados.
Conforme detalha a plataforma de monitoramento EarthSky, o ciclo solar 25 aproxima-se do pico de atividade, quando manchas concentram linhas de campo magnético que, ao se entrelaçarem, liberam rajadas de plasma superenergético. As explosões são classificadas pela intensidade dos raios X: as de classe X são as mais fortes, e o número que as acompanha indica sua potência relativa — um X5, por exemplo, é cinco vezes mais intenso que um X1.
Imagem: NOAA
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Crédito da imagem: NOAA/GOES














