Roubo no Museu Nacional de Damasco leva estátuas romanas
Roubo no Museu Nacional de Damasco leva estátuas romanas logo após a reabertura do espaço, interrompida por 14 anos de guerra civil. Seis esculturas de mármore, datadas do período romano, desapareceram na madrugada de segunda-feira, informaram autoridades sírias.
Roubo no Museu Nacional de Damasco leva estátuas romanas
O furto foi confirmado por representantes da Direção-Geral de Antiguidades e Museus, que preferiram não se identificar por falta de autorização oficial. Segundo eles, uma porta da ala clássica foi encontrada arrombada na manhã de segunda-feira, revelando o sumiço das peças.
O museu, o maior da Síria, havia voltado a receber visitantes em 8 de janeiro, um mês após a deposição do presidente Bashar al-Assad e o fim de 54 anos de governo da família. Para prevenir saques durante o conflito iniciado em 2011, centenas de artefatos foram transferidos para Damasco e o prédio recebeu portões de metal e câmeras de segurança.
Mesmo assim, a polícia de Damasco, chefiada pelo brigadeiro-general Osama Atkeh, informou à agência estatal SANA que “várias estátuas e objetos raros” foram levados. Guardas e outras pessoas que estavam no local na noite do crime estão sendo interrogadas. Um repórter da Associated Press tentou entrar no museu na terça-feira, mas foi barrado por seguranças, que alegaram novo fechamento temporário.
Maamoun Abdulkarim, ex-diretor de antiguidades, lembrou que o setor afetado abriga relíquias dos períodos helenístico, romano e bizantino. Ele comparou o episódio à destruição do sítio arqueológico de Palmyra, classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, que sofreu danos graves em 2015.
As autoridades não divulgaram imagens das estátuas nem estimativa de valor, mas reforçaram que a investigação continua e pedem ajuda internacional para impedir o tráfico das obras.
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Crédito da imagem: Global News















