Taxas de DI sobem após Copom sinalizar novos cortes
Taxas de DI sobem após Copom sinalizar novos cortes na Selic. A curva de juros futuros ganhou inclinação nesta quinta-feira (18) depois de o Banco Central estender o horizonte para a convergência da inflação e indicar possíveis reduções adicionais da taxa básica já em agosto.
Taxas de DI sobem após Copom sinalizar novos cortes
O movimento foi liderado pelos contratos de prazo intermediário e longo. O Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 encerrou em 14,765% ao ano, alta de 8 pontos-base frente ao ajuste anterior. No extremo mais longo da curva, o DI para janeiro de 2036 saltou quase 12 pontos-base, fechando a 14,465%.
Na ponta curta, o mercado reagiu de forma oposta: o DI para janeiro de 2027 recuou 8 pontos, para 14,235%, refletindo a leitura de que o Copom adotou tom dovish ao cortar a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano e manter “porta aberta” a novas reduções.
Em comunicado, o Comitê citou leve piora das projeções de inflação, maior incerteza externa — com foco nas tensões no Oriente Médio — e a necessidade de avaliar o “ajuste total” do ciclo monetário, não apenas o ritmo dos cortes. Mesmo assim, o colegiado antecipou que, na reunião de agosto, o horizonte relevante para a meta de 3% será rolado do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028, interpretação que parte do mercado classificou como sinal de leniência.
O cenário externo também pesou. Rendimentos dos Treasuries oscilaram após o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reiterar postura hawkish. O yield de dois anos ficou em 4,179%, máxima do ano, enquanto o título de dez anos recuou a 4,455%.
Para analistas do Goldman Sachs, a combinação de flexibilização doméstica e endurecimento externo aumenta a pressão sobre os vértices mais longos da curva brasileira, que chegaram a disparar até 30 pontos-base no início do pregão.

Imagem: Liliane de Lima
No fechamento, operadores seguiram monitorando o diferencial de juros Brasil-EUA e o impacto sobre o câmbio, já que novas quedas da Selic podem intensificar a busca por prêmios em prazos mais longos.
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Crédito da imagem: Rmcarvalho/iStock















