Cobertura vacinal em Minas Gerais é debatida em oficina
Cobertura vacinal em Minas Gerais é debatida em oficina. Nos dias 18 e 19 de junho, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Barbacena reúne profissionais municipais de imunização para traçar estratégias que ampliem as coberturas vacinais em todas as faixas etárias do estado.
Análise de metas e identificação de riscos
Conduzida pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NUVEPI), a oficina “Estratégias para o Aumento das Coberturas Vacinais nos Ciclos de Vida em Minas Gerais” avalia o desempenho atual dos municípios frente às metas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo a referência técnica Beatriz Marteleto, o encontro identifica imunobiológicos com maior risco de não atingir os índices recomendados e orienta planos regionais para reverter o cenário.
Desafios específicos entre reforços e adolescentes
Dados apresentados por Beatriz mostram que as vacinas aplicadas nos primeiros anos de vida alcançam cerca de 90% de cobertura, enquanto os reforços posteriores registram queda expressiva. Essa lacuna gera acúmulo de indivíduos suscetíveis, reduz imunidade coletiva e eleva a possibilidade de surtos ou reintrodução de doenças já controladas.
Entre adolescentes, a adesão é ainda menor. Fatores como baixa frequência aos serviços de saúde, necessidade de autorização dos responsáveis e percepção reduzida de risco impactam negativamente, sobretudo entre meninos. A desigualdade de gênero reflete o foco inicial das campanhas no câncer do colo do útero, o que enfatizou a vacinação feminina.
Estratégias propostas
Para recuperar os índices, a SRS defende ações extramuros, busca ativa nominal e vacinação em escolas, priorizando territórios com menor cobertura. Essas iniciativas reforçam o papel da Atenção Primária e seguem recomendações do Ministério da Saúde de manter monitoramento contínuo dos indicadores.

Imagem: Internet
Com a recuperação gradual observada desde 2023, a meta estadual é retomar os níveis pré-2015, quando Minas Gerais figurava entre as unidades federativas com melhores resultados de imunização.
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Crédito da imagem: Beatriz Marteleto















