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Tarifas Canadá China: visita de Carney pode aliviar tensões

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Tarifas Canadá China: visita de Carney pode aliviar tensões

Tarifas Canadá China: visita de Carney pode aliviar tensões movimentam o cenário comercial enquanto o primeiro-ministro Mark Carney inicia missão oficial em Pequim, buscando atenuar barreiras bilaterais que afetam setores como canola, aço e veículos elétricos.

Relações estremecidas ganham novo capítulo

A parceria comercial entre Ottawa e Pequim atravessa quase uma década de atritos. O ponto crítico ocorreu em 2018, quando a então diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá a pedido dos Estados Unidos. Dias depois, dois canadenses foram presos na China sob acusação de espionagem, episódio que enrijeceu as tarifas Canadá China e motivou novas barreiras sobre agricultura e indústrias de base.

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Pressão interna e externa

Carney viaja acompanhado do premiê de Saskatchewan, Scott Moe, representando produtores de canola que perderam espaço após a aplicação, em março de 2025, de tarifa de 100 % sobre óleo, farelo e ervilhas canadenses. A retaliação chinesa sucedeu medidas de Ottawa que, em outubro de 2024, elevaram a 100 % o imposto sobre carros elétricos chineses e mantiveram taxação de 25 % sobre aço e alumínio.

Levantamento Ipsos divulgado pela Global News revela que 54 % dos canadenses apoiam acordos mais próximos com a segunda maior economia do mundo. Especialistas veem na visita um teste à opinião pública e também ao governo norte-americano, cuja administração pressiona aliados a conter subsídios chineses. Segundo Howard Lin, da Toronto Metropolitan University, o encontro “mede até onde a relação pode avançar sem ferir interesses dos EUA”.

O que está em jogo nas negociações

No curto prazo, analistas acreditam que Pequim pode reabrir o mercado agrícola, crucial para uma cadeia que gera CA$ 43 bilhões anuais e sustenta 200 mil empregos. Em contrapartida, o governo chinês pode solicitar flexibilização sobre veículos elétricos, aço e alumínio — tópicos sensíveis em Washington.

Kevin Bryan, da Universidade de Toronto, adverte que concessões precipitadas podem repercutir na renegociação do CUSMA, prevista ainda para este ano. Já Lin aponta que, para a China, “receber uma delegação de alto nível demonstra que o país não está isolado e continua sendo parceiro responsável”.

Fator estratégico global

Organismos como a Organização Mundial do Comércio observam a disputa, na qual acusações de dumping e subsídios voltam ao centro do debate. Reduzir as tarifas Canadá China poderia sinalizar compromisso com regras multilaterais e aliviar tensões em cadeias globais de suprimento, especialmente em energias limpas e commodities agrícolas.

No desfecho da agenda, espera-se que Carney apresente resultados que equilibrem pragmatismo econômico e alinhamento estratégico com os EUA, evitando repercussões negativas para o CUSMA.

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Crédito da imagem: Global News

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