Tarifa de 100% dos EUA: China diz que não recuará
Tarifa de 100% dos EUA: China diz que não recuará é o novo foco de tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo. Pequim afirmou neste domingo que prefere negociar, mas não teme uma guerra tarifária diante da ameaça do presidente Donald Trump de dobrar os impostos sobre importações chinesas a partir de 1º de novembro.
Tarifa de 100% dos EUA: China diz que não recuará
Em comunicado publicado pelo Ministério do Comércio, um porta-voz declarou que a posição de Pequim “é coerente: não queremos uma guerra de tarifas, mas não temos medo dela”. Foi a primeira reação oficial após Trump vincular a taxação a novos controles chineses sobre a exportação de terras raras, minerais essenciais para produtos civis e militares.
O impasse ameaça comprometer uma possível reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping e encerrar a trégua que havia moderado a disputa desde abril, quando tarifas de ambos os lados chegaram a superar 100%. A China, responsável por cerca de 70% da mineração e 90% do refino global de terras raras, passou a exigir licença para qualquer produto fabricado no exterior que contenha esses minerais de origem chinesa.
Em entrevista à emissora Fox, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, defendeu a escalada: “O controle chinês sobre insumos críticos é emergência nacional”. Ele acrescentou que Trump tem “mais cartas na mesa” caso Pequim responda de forma agressiva e que Washington busca apenas proteger empregos e aumentar a autossuficiência.
Para o Ministério do Comércio chinês, entretanto, “recorrer frequentemente à ameaça de tarifas elevadas não é o caminho correto para lidar com a China”. O órgão acusou Washington de violar o espírito da trégua ao ampliar restrições a empresas chinesas e ao criar novas taxas portuárias que entram em vigor nesta terça-feira. Também alertou que “medidas correspondentes” serão adotadas para resguardar “direitos e interesses legítimos”.
Imagem: Ken Moritsugu The Associa
Analistas ouvidos pela Reuters lembram que o acesso a terras raras é crucial para setores que vão de motores de aviões a smartphones, e que a escalada pode pressionar fabricantes europeus e americanos.
No Brasil, as repercussões do confronto comercial são acompanhadas de perto por exportadores de commodities e pela indústria de tecnologia. Continue informado sobre os desdobramentos da economia global em nossa editoria Minas Informa.
Crédito da imagem: Associated Press















