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Taiwan destina US$40 bi à defesa aérea com apoio dos EUA

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Taiwan destina US$40 bi à defesa aérea com apoio dos EUA

Taiwan destina US$40 bi à defesa aérea em um orçamento especial que será aplicado entre 2026 e 2033, segundo anunciou o presidente Lai Ching-te nesta quarta-feira.

Investimento mira o sistema Taiwan Dome

O pacote de US$40 bilhões financiará a construção do Taiwan Dome, uma rede de detecção e interceptação de alto nível, além da aquisição de mísseis de precisão e outras armas norte-americanas. O montante complementa a meta já divulgada por Lai de elevar os gastos militares para 5% do PIB, acima dos atuais 3,3% previstos para 2026.

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De acordo com o ministro da Defesa, Wellington Koo, o valor representa um teto orçamentário e inclui projetos de desenvolvimento conjunto com os Estados Unidos. O governo de Washington tem pressionado Taipé a ampliar substancialmente seu orçamento militar diante das ameaças chinesas.

Resposta a crescentes ameaças de Pequim

Lai alertou que as “intrusões militares, zonas cinzentas marítimas e campanhas de desinformação” da China têm se intensificado na região do estreito de Taiwan, no Japão e nas Filipinas. A ilha, autogovernada desde 1949, é considerada por Pequim parte de seu território e tem sido alvo diário de incursões de aviões, navios e drones chineses.

Em artigo publicado no The Washington Post, Lai reforçou que o novo orçamento “nada tem a ver” com negociações tarifárias em curso com os EUA, sublinhando que o foco é exclusivamente defensivo. Ele também prometeu reforçar a segurança cibernética e combater a “guerra psicológica” de Pequim durante eleições e grandes eventos.

Repercussão internacional

A tensão regional ganhou novo capítulo após a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sugerir possível apoio militar a Taiwan, irritando o governo chinês. Lai ressaltou que cada país do Indo-Pacífico tem “responsabilidade pela paz” e instou Pequim a agir como “potência responsável”.

Com o projeto de US$40 bilhões e parcerias estratégicas com Washington, Taiwan busca demonstrar determinação em autodefesa e dissuadir qualquer ação hostil chinesa.

No cenário de crescente instabilidade no Indo-Pacífico, nossa editoria Brasil seguirá acompanhando os desdobramentos; continue conosco para mais análises e atualizações.

Crédito da imagem: Global News

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