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Síndromes hipertensivas na gestação exigem capacitação

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Síndromes hipertensivas na gestação exigem capacitação

Síndromes hipertensivas na gestação respondem por 10% das complicações obstétricas e figuram como principal causa de morte materna no Brasil, alerta reunião do Comitê Regional de Prevenção de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, realizada na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros.

Síndromes hipertensivas na gestação exigem capacitação

Durante o encontro, ocorrido na quarta-feira, 8/4, especialistas destacaram que formas graves, como eclâmpsia e síndrome HELLP, elevam a mortalidade perinatal, a prematuridade e a restrição de crescimento fetal. A presidente do comitê, Patrícia Lima Magalhães, defendeu que profissionais da atenção primária e dos serviços especializados tenham preparo contínuo para diagnosticar precocemente e manejar os casos de hipertensão.

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Segundo a obstetra Izabela Barbosa de Oliveira, do Hospital Universitário Clemente de Faria, o país registra cerca de 60 mil óbitos anuais associados às síndromes hipertensivas na gravidez. “As falhas começam no pré-natal; sem intervenção oportuna, o quadro evolui para situações críticas”, enfatizou. A médica reforçou que a educação permanente deve incluir toda a equipe multiprofissional, não apenas obstetras.

Foram revisadas as principais formas clínicas: hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta. Casos reais foram apresentados pela técnica Rosane Versiane de Aguilar para identificar fragilidades e propor intervenções que evitem novos óbitos.

Participam do Comitê técnicos da SRS, representantes municipais, profissionais de hospitais de alto risco, universidades e conselhos de classe. O grupo pretende mapear gargalos da rede de atenção e propor protocolos unificados. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde confirmam que o controle adequado da pressão arterial pode reduzir significativamente mortes maternas.

A iniciativa regional alinha-se às diretrizes nacionais e destaca a urgência de integrar capacitação, vigilância e estrutura hospitalar. Para Patrícia Magalhães, “só com equipe treinada e rede articulada conseguiremos reverter o cenário de mortalidade evitável”.

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Crédito da imagem: Ana Cristina Macedo Pereira

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