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Síndrome de fim de ano: especialistas explicam a pressão

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Síndrome de fim de ano: especialistas explicam a pressão

Síndrome de fim de ano: especialistas explicam a pressão Em dezembro, muitas pessoas sentem um misto de nostalgia, cansaço e frustração que, segundo psicólogas do Hospital Israelita Einstein, caracteriza a chamada síndrome de fim de ano.

Síndrome de fim de ano: especialistas explicam a pressão

De acordo com Bianca Batista Dalmaso, psicóloga sênior do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, o encerramento do calendário desperta balanços internos que reúnem conquistas, pendências e perdas. “Refletir sobre o ciclo é natural, mas a expectativa coletiva de felicidade pode transformar o processo em sobrecarga emocional”, afirma.

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A profissional destaca que a pressão para demonstrar alegria em encontros sociais intensifica a autocobrança. Para reduzir o desconforto, a orientação é reconhecer limites e recusar convites quando necessário. Já a psicóloga Ana Lúcia Karasin lembra que saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo: “Uma comunicação honesta, com frases simples como ‘preciso de um tempo’, ajuda a evitar a culpa”.

O luto recente torna o período ainda mais delicado. Festas e rituais reativam lembranças e evidenciam ausências, o que pode aumentar a tristeza. Dalmaso recomenda criar rituais próprios, aceitar apoio e permitir-se sentir a dor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que buscar suporte psicológico é fundamental quando há tristeza prolongada ou isolamento.

Nas redes sociais, imagens de celebrações perfeitas alimentam comparações e aumentam a sensação de inadequação. Karasin ressalta que “o feed mostra apenas momentos altos, distorcendo a realidade”. Por isso, especialistas orientam limitar o tempo on-line e focar em experiências reais.

A autocobrança relacionada ao “ano que acabou” é outro gatilho comum. Trocar o balanço punitivo por perguntas como “do que me orgulho?” ou “onde fui resiliente?” ajuda a reconhecer pequenas vitórias. Sinais de alerta incluem ansiedade persistente, perda de prazer em atividades e sensação de que nada é suficiente. Nestes casos, procurar ajuda profissional é decisivo para começar o próximo ano com mais equilíbrio.

Para mais orientações sobre bem-estar emocional, confira outros conteúdos sobre saúde mental no portal e acompanhe nossa cobertura.

Crédito da imagem: Pexels

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