Levantamento publicado em 2025 na revista científica Discover Public Health mostrou que problemas periodontais continuam entre os principais fatores que comprometem a qualidade de vida de adultos brasileiros, impactando funções básicas como alimentação, comunicação e interação social. O estudo aponta que condições bucais inadequadas estão diretamente associadas a desconfortos físicos e prejuízos psicossociais, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento odontológico contínuo em todas as faixas etárias.
A saúde bucal é um dos pilares do bem-estar integral e precisa ser acompanhada com atenção ao longo de todas as fases da vida. Da infância à terceira idade, os cuidados com dentes e gengivas exercem impacto direto na alimentação, na autoestima, na comunicação e até na prevenção de doenças sistêmicas. Mais do que uma questão estética, manter a boca saudável está diretamente relacionado à qualidade de vida e ao equilíbrio físico e emocional. Negligenciar esse cuidado pode resultar em complicações que afetam muito além do sorriso.
Para o Dr. Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany, o cuidado odontológico deve ser encarado como uma prática preventiva contínua, adaptada às necessidades específicas de cada fase da vida. “A saúde bucal acompanha toda a trajetória de uma pessoa. Cada etapa exige atenção específica, mas todas têm algo em comum: a prevenção é sempre o melhor caminho para preservar saúde, conforto e qualidade de vida”, afirma.
Rotinas de cuidado para diferentes faixas etárias
Na infância, o acompanhamento odontológico é essencial para orientar hábitos corretos de higiene e garantir o desenvolvimento adequado da arcada dentária. Os dentes de leite desempenham papel fundamental na mastigação, na fala e na formação dos dentes permanentes. Consultas regulares ajudam a identificar alterações precoces e criam uma relação positiva da criança com o cuidado odontológico.
“A infância é o momento ideal para construir uma cultura de prevenção. Quando a criança aprende desde cedo a importância da higiene bucal, esse cuidado tende a acompanhá-la por toda a vida”, destaca Zahr.
Na adolescência, fase marcada por transformações físicas e emocionais, questões ortodônticas costumam ganhar relevância. Correções de alinhamento, mordida e posicionamento dentário não são apenas estéticas: contribuem para mastigação adequada, respiração e equilíbrio funcional da face. Também é um período em que maus hábitos alimentares e a higiene irregular podem comprometer a saúde bucal.
Já na vida adulta, o foco está na manutenção da saúde conquistada ao longo dos anos. Nessa fase, a rotina acelerada faz com que muitas pessoas adiem consultas preventivas, o que favorece o surgimento silencioso de doenças gengivais e cáries.
“Muitos adultos só procuram o dentista diante de dor ou desconforto. O ideal é manter avaliações periódicas para evitar tratamentos mais complexos no futuro”, alerta o especialista.
Além da prevenção clínica, procedimentos restauradores e estéticos podem ser aliados importantes para reabilitar funções e fortalecer a autoconfiança, refletindo positivamente na vida social e profissional.
Na terceira idade, os cuidados ganham ainda mais relevância. O envelhecimento pode trazer alterações naturais, como retração gengival, sensibilidade dentária, desgaste dos dentes e redução da produção salivar, aumentando o risco de cáries e infecções. Além disso, próteses e implantes exigem acompanhamento constante para garantir conforto e funcionalidade.
“Envelhecer com saúde também significa preservar a autonomia para mastigar bem, se comunicar com segurança e manter a autoestima elevada. A odontologia tem papel fundamental nesse processo”, ressalta Dr. Paulo Zahr.
Independentemente da idade, hábitos simples fazem diferença: escovação adequada ao menos três vezes ao dia, uso diário do fio dental, alimentação equilibrada e visitas regulares ao dentista são atitudes capazes de preservar o sorriso e promover saúde integral.
















