Roubo no Louvre: joias de US$ 100 mi somem em 8 minutos
Roubo no Louvre: joias de US$ 100 mi somem em 8 minutos marca um dos mais ousados furtos da história recente. Em plena manhã de domingo, ladrões invadiram a Galerie d’Apollon, a poucos metros da Mona Lisa, quebraram duas vitrines reforçadas e fugiram em menos de oito minutos com oito peças avaliadas em cerca de US$ 102 milhões.
Investigação mobiliza cem agentes e já aponta quatro suspeitos
A promotora Laure Beccuau confirmou que quatro pessoas foram identificadas pelo roubo. Cerca de 100 investigadores analisam digitais colhidas no local e imagens de câmeras dentro do museu e nas principais vias de Paris. A fuga em motocicletas, após o uso de uma escada articulada para acessar uma janela do segundo andar, é foco das buscas.
Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, o grupo entrou com um cherry picker pela fachada voltada ao rio Sena, que levou direto à sala dos diamantes da coroa. Com um esmeril, os criminosos destruíram as vitrines e ameaçaram seguranças antes de escapar. Nenhuma pessoa ficou ferida.
Peças imperiais e valor histórico irreparável
Entre os objetos levados estão joias de Maria Luísa, imperatriz de Napoleão I, e de Eugénie de Montijo, esposa de Napoleão III. Especialistas alertam que, se as gemas forem arrancadas ou os metais derretidos, o prejuízo cultural será permanente. Uma coroa de esmeraldas de Eugénie chegou a ser retirada, mas foi recuperada quebrada do lado de fora do museu.
O governo francês, que atua como seguradora do Louvre, não será indenizado. O Ministério da Cultura explicou que, devido ao custo elevado, as peças não possuíam seguro – prática comum em coleções estatais.
Pressão sobre a direção e debate sobre segurança
A diretora do Louvre, Laurence des Cars, prestou depoimento ao Senado e revelou ter oferecido sua renúncia, recusada pela ministra da Cultura. Ela reiterou alertas sobre a “obsolescência geral” da infraestrutura e a redução de efetivo ao longo da última década. Desde 2022, houve aumento de 5,5% no quadro de vigilantes, mas sindicatos alegam que o número ainda é insuficiente diante do fluxo de turistas.
A ministra Rachida Dati defendeu que os sistemas funcionaram e instaurou investigação administrativa para detalhar a ação. O presidente Emmanuel Macron pediu aceleração nas melhorias de segurança anunciadas em janeiro, que incluem novo posto de comando e expansão da rede de câmeras.
Imagem: Katie Scott Global New
Para entender o contexto histórico do museu e seu papel na cultura francesa, confira a análise do The New York Times, referência internacional em cobertura de artes.
No momento, o Louvre já reabriu suas principais galerias, exceto a Galerie d’Apollon, que permanece isolada. A busca pelas joias continua, e as autoridades pedem ajuda da população para localizar os suspeitos.
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Crédito da imagem: STEPHANE DE SAKUTIN/AFP via Getty Images















