Represa de Vargem das Flores terá vigilância reforçada
Represa de Vargem das Flores terá vigilância reforçada durante e após o Carnaval. A Copasa, em parceria com Polícia Militar, Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Marinha e as prefeituras de Betim e Contagem, iniciou uma força-tarefa que mantém blitzes e bloqueios em todos os acessos até 17 de fevereiro para impedir festas clandestinas, ocupações irregulares e atividades de lazer que ameacem o abastecimento da Grande BH.
Represa de Vargem das Flores terá vigilância reforçada
A operação conta com uma base de apoio montada pela Copasa na orla do manancial. Tendas, banheiros químicos, água mineral e suporte operacional garantem que os agentes atuem 24 horas. Além disso, 20 faixas informativas foram instaladas no entorno, e campanhas educativas alertam a população acerca das restrições de uso da área.
Segundo Alexandre Virgílio da Costa, gerente de Produção de Água da Copasa, o trabalho deixa de ser sazonal: “O Carnaval sempre foi o maior desafio, mas a proteção de Vargem das Flores não pode ser limitada ao feriado. O monitoramento será permanente, 365 dias por ano”.
Desde 2015, operações semelhantes já vinham sendo realizadas em períodos carnavalescos, mas esta é a primeira vez que o grupo se oficializa como Força-Tarefa Permanente. A decisão foi motivada pelo aumento de pressões sobre o manancial, que abastece milhares de moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A Copasa e o Ministério Público reforçam que a represa tem uso exclusivo para abastecimento público. Não há qualquer estrutura que permita banho, esportes aquáticos ou eventos. Quem descumprir as normas pode responder por crime ambiental, conforme legislação vigente e diretrizes da Agência Nacional de Águas (ANA).
Além da fiscalização terrestre, a Marinha mantém patrulhamento no espelho-d’água para coibir embarcações irregulares. Já o Corpo de Bombeiros está de prontidão para eventuais ocorrências, embora o objetivo principal seja a prevenção.

Imagem: Internet
Com a vigilância contínua, autoridades esperam reduzir significativamente focos de poluição, queimadas e invasões que comprometam a qualidade da água. “Proteger este reservatório é proteger a saúde de quem depende dele todos os dias”, resume Costa.
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Crédito da imagem: Copasa / Divulgação
















