Queijos artesanais de Minas Gerais passam por análise
Queijos artesanais de Minas Gerais estão no centro de um estudo coordenado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) com participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). A pesquisa avalia características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais de peças produzidas em diferentes regiões do Estado.
Pesquisa mapeia fungos e qualidade dos produtos
Denominado “Estado da arte de queijos artesanais emergentes produzidos em Minas Gerais (APQ-03292-22)”, o projeto é liderado pela professora Luciana Albuquerque Caldeira Rocha, da Unimontes. Pela Epamig, integram o grupo o pesquisador Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa, Cristiane Viana. O trabalho começou em 2022 e encontra-se na fase final, dedicada à identificação dos fungos presentes nas amostras coletadas em queijarias selecionadas com apoio técnico da Emater-MG.
A motivação partiu da regulamentação dos chamados queijos de casca florida, que estimulou a Rede Mineira de Pesquisa em Queijos (RMQA) a compreender como a atividade fúngica altera textura, sabor e valor nutricional do produto. Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça, recém-reconhecidas como regiões produtoras, estão entre as áreas contempladas, assim como o Norte de Minas e a Serra Geral.
Segundo Daniel Arantes, conhecer a diversidade microbiológica e padronizar metodologias entre microrregiões são passos decisivos para oferecer suporte técnico e agregar valor comercial. Essa visão reforça a estratégia da Epamig, que coordena a RMQA e integra universidades e órgãos do setor agropecuário.
Capacitação fortalece rede de pesquisa
Em fevereiro, o Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da Epamig, em São João del-Rei, sediou o Curso Prático de Isolamento e Caracterização de Fungos Filamentosos do Queijo Minas Artesanal. A capacitação, ministrada pela professora Fabiana Aparecida Couto (IFMG), reuniu pós-graduandos da UFSJ e pesquisadores da Epamig, reforçando a importância da atuação em rede. Conforme destaca Arantes, a troca de conhecimentos harmoniza protocolos e gera dados comparáveis entre regiões.

Imagem: Internet
Para outras iniciativas sobre qualidade de alimentos, a Embrapa também disponibiliza estudos complementares que subsidiam boas práticas de produção.
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Crédito da imagem: Acervo pessoal / pesquisador Daniel Arantes















