Saúde indígena Maxakali ganha R$ 5 mi em Minas Gerais
Saúde indígena Maxakali ganha R$ 5 mi em Minas Gerais foi o principal anúncio feito pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em reunião realizada em Belo Horizonte na quinta-feira (18/12). O plano estadual busca ampliar e qualificar o acesso dos povos Maxakali aos serviços de saúde, enfrentando barreiras geográficas, culturais e linguísticas.
Saúde indígena Maxakali ganha R$ 5 mi em Minas Gerais
No encontro, que contou com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), conselheiro Durval Ângelo, lideranças Maxakali e autoridades municipais, Baccheretti explicou que os recursos serão liberados imediatamente. “Anunciamos, junto ao TCE, investimento de mais de R$ 5 milhões para melhorar o atendimento da população Maxakali, inclusive no controle de doenças crônicas”, declarou o secretário.
O aporte financeiro será distribuído em três frentes:
Atenção Básica: mais de R$ 1,4 milhão financiará a construção de uma Unidade Básica de Saúde exclusiva para indígenas e a compra de equipamentos para equipes de Saúde da Família em Bertópolis, Ladainha, Santa Helena de Minas e Teófilo Otoni.
Atenção Especializada: cerca de R$ 1,6 milhão será aplicado na aquisição de aparelhos e no custeio anual de uma equipe volante, voltada ao pré-natal e ao cuidado infantil de rotina e alto risco.
Atenção Hospitalar e Transporte: R$ 876 mil destinam-se ao Programa Estadual de Portas de Urgência e Emergência no Hospital Cura Dars, enquanto R$ 914 mil financiarão veículos de transporte sanitário exclusivos para indígenas.
Bertópolis, maior concentração Maxakali do estado, será o primeiro município beneficiado. O prefeito Ildásio Ferreira Rosa Carrieiros comemorou a parceria entre Secretaria de Saúde, TCE-MG e governo federal, destacando que os investimentos “farão diferença no atendimento dessas pessoas”.

Imagem: Internet
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, Minas Gerais abriga aproximadamente 15,6 mil indígenas de 22 etnias, distribuídos em 103 aldeias. Os Maxakali somam cerca de 2,7 mil pessoas. Para o representante indígena Alexandre Borges, o Xé Patachó, a iniciativa deve vir acompanhada de sensibilização dos profissionais sobre a cultura e as necessidades dos povos originários.
O TCE-MG reforçou que continuará atuando como indutor de políticas voltadas aos povos indígenas. Mais detalhes sobre ações federais de saúde indígena podem ser conferidos no site oficial do Ministério da Saúde.
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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais















