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Premier minimiza relatório da RCMP sobre gangue Bishnoi

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Premier minimiza relatório da RCMP sobre gangue Bishnoi

Premier minimiza relatório da RCMP sobre gangue Bishnoi. Relatório da RCMP que indica suposta ligação entre o governo da Índia e a violenta organização criminosa liderada por Lawrence Bishnoi foi relativizado pelo premier da Colúmbia Britânica, David Eby, durante missão comercial em Mumbai nesta quarta-feira.

Declaração de Eby provoca reação

Eby classificou o documento como “um resumo de reportagens públicas de mais de um ano atrás” e negou tratar-se de material de inteligência. Questionado, o gabinete do premier não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

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Especialistas e comunidade sikh contestam

Ex-analista da agência de segurança canadense CSIS, Phil Gurski afirmou que é prática comum citar fontes abertas para corroborar dados confidenciais, sem que isso tire o caráter de avaliação de segurança nacional. Já a Organização Mundial Sique do Canadá considerou a fala de Eby “enganosa e perigosa”, alegando que o relatório da RCMP reforça evidências de que o grupo age “em nome do governo indiano”.

Conteúdo do relatório da RCMP

Com três páginas e marcado como “Protected A”, o documento — obtido pelo Global News — descreve a gangue Bishnoi como “grupo criminoso violento movido por ganhos financeiros” que, ao mesmo tempo, atuaria a serviço de Nova Délhi. Trechos foram redigidos, e um aviso final informa que o compartilhamento não autorizado viola leis federais.

Contexto das tensões Canadá–Índia

O relatório ecoa declarações anteriores da conselheira de segurança nacional Nathalie Drouin, que em 2024 apontou ordens de altos funcionários indianos para usar a rede de Bishnoi contra líderes sikhs no Canadá. Meses depois, Ottawa incluiu a gangue na lista de organizações terroristas, embora o perfil oficial não mencione conexão com o governo indiano.

Repercussões políticas

Eby enfrenta críticas de grupos siques e da oposição conservadora por viajar à Índia enquanto persistem suspeitas de repressão transnacional. Ele afirma ter recebido briefings de militares e da CSIS antes da missão e defende que “relações comerciais não podem esperar”, mesmo reconhecendo a necessidade de justiça pelo assassinato do ativista Hardeep Singh Nijjar em 2023.

Segundo a agência Reuters, a Índia nega qualquer envolvimento estatal em crimes no exterior e cobra do Canadá ação contra militantes do movimento Khalistão.

Para saber mais sobre temas de segurança e política internacional, visite a seção Brasil do Minas Informa e continue acompanhando nossas atualizações.

Crédito da imagem: Global News

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