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Preços do trigo disparam com guerra e estoques menores

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Preços do trigo disparam com guerra e estoques menores

Preços do trigo disparam com guerra e estoques menores na bolsa de Chicago, atingindo o patamar mais alto desde 27 de maio, à medida que o mercado reage à escalada do conflito Rússia-Ucrânia e ao novo corte de estoques globais anunciado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Preços do trigo disparam com guerra e estoques menores

O contrato de trigo para setembro na CBOT encerrou esta sexta-feira (10) em alta de 3,3%, a US$ 6,4025 por bushel, depois de tocar US$ 6,4925 durante a sessão. Trata-se da maior cotação em mais de seis semanas.

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Analistas atribuem o rali principalmente à decisão da Rússia de suspender temporariamente embarques pelo canal Don-Azov após ataque ucraniano a 13 embarcações no Mar de Azov. Especialistas estimam que quase 25% das exportações russas de trigo passam por essa rota, o que eleva o risco de desabastecimento global.

No mesmo relatório, o USDA reduziu a projeção de estoques finais mundiais para 2026/27 a 272,84 milhões de toneladas, abaixo das 279,04 milhões do ciclo anterior e inferior às expectativas do mercado. Para os Estados Unidos, o órgão prevê a menor safra de trigo em 56 anos.

“A oferta mundial encolhe e, simultaneamente, parte significativa do grão encontra barreiras logísticas para chegar ao mercado”, resume Jim McCormick, diretor da AgMarket.net. Segundo ele, o cenário reforça a sensibilidade dos preços a qualquer nova interrupção de fluxo ou problema climático.

Os temores climáticos também sustentam milho e soja. O milho de dezembro avançou 9 centavos, fechando a US$ 4,61 por bushel, enquanto a soja de novembro ganhou 9,25 centavos, para US$ 11,9075 por bushel. O USDA projetou reduções anuais nos estoques mundiais de ambos os produtos, ampliando a dependência de condições favoráveis no cinturão agrícola norte-americano nas próximas semanas.

Na União Europeia, o USDA manteve estável sua estimativa de produção de trigo, contraste com cortes feitos por consultorias privadas após a recente onda de calor. Para Don Roose, presidente da U.S. Commodities, “a margem de erro do verão praticamente desapareceu; o clima precisa colaborar para garantir bons rendimentos”.

Com incertezas geopolíticas persistentes e balanços globais mais apertados, operadores seguem monitorando cada movimento no leste europeu e cada boletim climático nos Estados Unidos, fatores que podem manter o preço do trigo volátil no curto prazo.

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Crédito da imagem: Reuters/Stephane Mahe

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