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Preço do petróleo cai ao menor nível após acordo EUA-Irã

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Preço do petróleo cai ao menor nível após acordo EUA-Irã

Preço do petróleo desabou quase 2% nesta quinta-feira, 18, chegando ao patamar mais baixo em três meses e meio, depois que Estados Unidos e Irã firmaram um acordo provisório de cessar-fogo que prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz e a suspensão das sanções ao petróleo iraniano.

Preço do petróleo cai ao menor nível após acordo EUA-Irã

Às 5h02 (horário de Brasília), o Brent para agosto recuava US$ 1,50 (-1,89%), cotado a US$ 78,05 o barril. O West Texas Intermediate (WTI) cediam US$ 1,68 (-2,19%), para US$ 75,11. O Brent não tocava valores tão baixos desde 2 de março, enquanto o WTI não visitava o nível atual desde 4 de março, dias depois do início dos ataques liderados por Washington e Tel-Aviv contra Teerã.

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O recuo anula a breve alta observada na véspera, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou retomar bombardeios se “os líderes iranianos não se comportarem”. Segundo analistas da IG, o movimento de venda ganhou força porque o mercado passou a precificar o retorno mais rápido do petróleo iraniano após o memorando de 14 pontos assinado pelos dois países.

Pelo acordo, o Irã permitirá, em 60 dias, a passagem irrestrita de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor responsável por cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás. A rota deve operar em plena capacidade em 30 dias, sem cobrança de tarifas. Washington e aliados também se comprometem a montar um plano de US$ 300 bilhões para a reconstrução iraniana, enquanto questões complexas, como o programa nuclear, ficaram para próximas rodadas.

Apesar da reação imediata, especialistas alertam que a oferta global pode permanecer enxuta. Mukesh Sahdev, da consultoria XAnalysts, lembra que parte das cargas iranianas já vinha sendo escoada por rotas alternativas e que armadores ainda temem voltar à região caso o pacto fracasse. Já a Agência Internacional de Energia (IEA) projeta possível superávit de 5,05 milhões de barris diários em 2027, caso o acordo seja plenamente implementado.

Outro fator de pressão baixista é a expectativa de que o Federal Reserve volte a subir juros ainda este ano para conter a inflação nos EUA. Projeções divulgadas ontem mostram que nove dos 19 dirigentes do banco central agora apoiam um aperto monetário, cenário que pode reduzir o crescimento econômico e, consequentemente, a demanda por combustíveis.

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Crédito da imagem: AlterYourReality / iStock

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