Preço do diesel dispara e pressiona cadeia global de bens
Preço do diesel dispara e pressiona cadeia global de bens é a preocupação que domina o mercado de energia após o conflito no Irã interromper embarques pelo Estreito de Hormuz, elevando o valor do combustível a níveis recordes.
Preço do diesel dispara e pressiona cadeia global de bens
Dados coletados nesta quarta-feira mostram que o preço médio do diesel no Canadá alcançou quase CA$ 2,30 por litro, alta superior a 50 % em apenas três meses. Em Calgary, a cotação gira em torno de CA$ 1,90, mas em outras regiões já supera CA$ 2,00.
O analista de petróleo Richard Masson classificou o cenário como “inédito”. Segundo ele, petroleiros que deixaram o Oriente Médio antes da guerra estão apenas agora descarregando, enquanto há quatro semanas sem novas saídas do Estreito de Hormuz — rota responsável por 25 % do óleo mundial, cerca de 13 milhões de barris diários.
A restrição gera efeito dominó. Países como a China decidiram proibir a exportação de derivados, forçando estados norte-americanos que dependem desses produtos, a exemplo da Califórnia, a buscar fontes alternativas. Masson estima que o mercado de refinados negocie o diesel a US$ 200 o barril.
Para pequenas empresas canadenses, o repasse do custo é questão de tempo. Ernie Tsu, da Alberta Hospitality Association, admite que cardápios terão de ser reajustados se o frete seguir encarecendo, apesar do esforço em comprar de produtores locais para reduzir quilometragem.
A preocupação central é o risco de colapso logístico similar ao vivido na pandemia: fretes mais caros encarecem produtos e, se faltar combustível, mercadorias deixam de circular. A tentativa da Agência Internacional de Energia de liberar reservas estratégicas pode não surtir efeito, alerta Masson, porque o óleo leve estocado não gera o mesmo rendimento de diesel que o tipo médio-ácido produzido no Oriente Médio. Essa diferença de composição limita o abastecimento, mesmo com maior oferta de petróleo bruto.

Imagem: Internet
Especialistas preveem que a demanda terá de se ajustar pelo preço, restringindo usos menos prioritários. Se o impasse geopolítico persistir, consumidores podem sentir refletido nas prateleiras o impacto do diesel caro já nas próximas semanas.
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Crédito da imagem: Global News















