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Plano de Saúde Servidor: audiência acaba sem solução

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Plano de Saúde Servidor: audiência acaba sem solução

Plano de Saúde Servidor continua sem saída para o déficit financeiro após audiência pública desta terça-feira (18) na Câmara de Juiz de Fora, que reuniu mais de dez mil usuários, vereadores, sindicatos e representantes da Prefeitura.

Plano de Saúde Servidor: audiência acaba sem solução

Redução da rede credenciada, longas filas para consultas e exames e queda na qualidade dos atendimentos foram as queixas recorrentes apresentadas pelos segurados do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais (PAS/JF). O encontro foi marcado por vaias e aplausos, mas terminou sem acordo.

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O secretário de Governo, Ronaldo Pinto, explicou que o grupo de trabalho criado em junho para analisar o déficit ainda não concluiu um relatório. Segundo ele, já há consenso sobre a necessidade de revisar os valores de repasse das mantenedoras, inclusive a própria Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), principal financiadora do plano. “Temos projeções para o funcionamento integral do PAS, sem cotas nem restrições, mas isso tornará o plano mais caro”, alertou.

Matheus Jacometti, secretário de Recursos Humanos, reforçou que o GT está na “fase final” de cálculos sobre mensalidades e aportes. Vereadores da Comissão Especial cobraram que a planilha seja apresentada ainda este ano, sob pena de aprofundar o colapso do serviço.

Convocados para a audiência, representantes do Conselho de Gestão e do Conselho Fiscal do PAS/JF estiveram presentes, mas a diretora-presidente do plano, Luciana de Oliveira Costa Mendes, não compareceu por motivos de saúde. Outros secretários municipais alegaram compromissos de agenda.

Deise Medeiros, presidente do Sinserpu/JF, afirmou que o sindicato denunciou a situação ao Ministério Público em novembro. “O PAS é nosso e não vamos perdê-lo”, disse, defendendo transparência nas finanças.

O vereador João Wagner Antoniol, ex-diretor do PAS/JF, lembrou que o desequilíbrio financeiro foi sinalizado há anos. Já o parlamentar Maurício Delgado destacou que laboratórios e clínicas menores podem fechar caso a crise persista. O plano, criado em 2003, atende hoje mais de dez mil servidores municipais.

Em nota paralela, especialistas apontam que planos de saúde públicos ou corporativos enfrentam desafios semelhantes em todo o país, conforme levantamento recente da Agência Brasil.

Sem proposta concluída, o grupo de trabalho deve prosseguir nas próximas semanas para definir um modelo de financiamento capaz de zerar o déficit e recompor a rede credenciada. Enquanto isso, usuários relatam dificuldade até para continuar tratamentos oncológicos devido ao descredenciamento de clínicas.

Para acompanhar os desdobramentos dessa pauta e outras questões que impactam os servidores, visite nossa editoria de Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Divulgação/Câmara Municipal

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