Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Planetas gigantes e anãs marrons se distinguem pela rotação

Planetas gigantes e anãs marrons se distinguem pela rotação

Advertisements
Advertisements

Planetas gigantes e anãs marrons se distinguem pela rotação

Planetas gigantes e anãs marrons se distinguem pela rotação, aponta um estudo recém-publicado no The Astronomical Journal que analisou 32 corpos celestes para entender como a velocidade de giro revela a origem desses objetos.

Rotação revela a história de formação

A pesquisa conduzida por Dino Chih-Chun Hsu, da Universidade Northwestern, mostra que gigantes gasosos giram mais rápido que anãs marrons de massa semelhante. Segundo os autores, a diferença nasce do processo de formação: enquanto planetas gigantes crescem em discos de gás e poeira ao redor de estrelas, acumulando momento angular adicional, as anãs marrons resultam da fragmentação de nuvens de gás, como “estrelas abortadas”, e acabam com rotação mais lenta.

Advertisements
Advertisements

Para estimar as taxas de rotação, os astrônomos mediram o leve alargamento nos espectros de luz dos objetos, técnica que registra o efeito Doppler causado pelo giro em torno do próprio eixo. Entre os examinados estavam planetas que orbitam estrelas, anãs marrons companheiras e corpos errantes, além de anãs isoladas.

Massa e momento angular caminham juntos

Os dados indicam que não apenas a massa absoluta, mas também a relação massa-do-planeta/massa-da-estrela influencia a velocidade final de rotação. “A rotação é um fóssil que preserva como o planeta se formou”, afirma Hsu no comunicado oficial da universidade. Compreender essa distribuição de momento angular ajuda a explicar a arquitetura de sistemas planetários e, por extensão, fenômenos do nosso próprio Sistema Solar, como a rotação da Terra e a geração de campos magnéticos.

O avanço pode refinar futuros catálogos de exoplanetas, facilitando a classificação de objetos ambíguos. De acordo com a Universidade Northwestern, novos telescópios de alta resolução devem ampliar a amostra e confirmar a regra em sistemas mais jovens.

Quer saber mais sobre descobertas astronômicas e seus impactos? Acompanhe nossa editoria de ciência e veja também outras análises em nossos conteúdos especializados.

Crédito da imagem: Observatório WM Keck/Adam Makarenko

Advertisements
Advertisements