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Petrobras reduz impacto de leilão de gás de cozinha

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Petrobras reduz impacto de leilão de gás de cozinha

Petrobras reduz impacto de leilão de gás de cozinha, mas o ajuste anunciado pela estatal cobre apenas parte do aumento definido em 31 de março, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás).

Petrobras reduz impacto de leilão de gás de cozinha

Em nota divulgada nesta sexta-feira (10/04/2026), o Sindigás afirmou que a Petrobras (PETR4) fez um “recuo parcial” nos preços do gás de cozinha definidos no leilão realizado ao fim de março. A medida, comunicada pela petroleira na véspera, reage às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu cancelar o certame após detectar ágios considerados excessivos.

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A estatal informou que “neutralizaria” os efeitos de preço, porém o sindicato sustenta que o leilão não foi anulado e que parte relevante do ágio permanece. A Petrobras se comprometeu a devolver aos clientes valores que ultrapassem o limite da paridade de importação (PPI) e sinalizou ressarcir eventuais repasses caso venha a aderir ao programa federal de subsídio ao GLP importado.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13 kg subiu 1,7% nesta semana, chegando a R$ 112,42. Desde o início da guerra no Irã, a alta acumulada é de 2,32%. O conflito tem elevado as cotações internacionais do GLP, insumo do qual o Brasil ainda importa cerca de 20% do consumo.

O leilão buscava suprir sobretudo a demanda industrial, enquanto contratos tradicionais de fornecimento permanecem sem reajuste desde o fim de 2024. Analistas avaliam que, ao vender lotes extras por meio de leilões, a Petrobras recupera parte dos custos de importação, mas o resultado desagradou o governo diante da escalada de preços.

Após o episódio, o conselho de administração — dominado por representantes da União — antecipou o encerramento do mandato do diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser. A empresa reforçou que não controla o destino final do GLP vendido nem os preços cobrados ao consumidor, que dependem de distribuidores e revendedores.

O Sindigás declarou que não comenta projeções ou políticas de preços de suas associadas. Já a Petrobras informou que os ressarcimentos ocorrerão via ajustes futuros de faturamento, sem detalhar o mecanismo.

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Crédito da imagem: Kaype Abreu / Money Times

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