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Ouro recorde: metal supera US$ 4 mil e sobe 54% em 2025

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Ouro recorde: metal supera US$ 4 mil e sobe 54% em 2025

Ouro recorde marca a quarta sessão de ganhos consecutivos e atinge novo pico nominal de US$ 4.070,50 por onça-troy, acumulando valorização anual de 54% em 2025.

Disparada motivada por incertezas e juros

O contrato mais líquido, com vencimento em dezembro na Comex/Nymex, avançou 1,65% nesta quarta-feira (8). Durante o pregão, a cotação chegou a US$ 4.081,00, cravando a máxima intradia. O desempenho reflete a combinação de expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, dólar enfraquecido, compras de bancos centrais, forte entrada em ETFs de metais e temores geopolíticos.

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Nos Estados Unidos, o shutdown do governo entrou no oitavo dia sem perspectiva de acordo entre democratas e republicanos. A paralisação atrasou a divulgação do relatório de empregos (payroll) e elevou as apostas — 92,5%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group — de redução adicional de 0,25 ponto percentual na reunião de 29 de outubro. A taxa atualmente está entre 4,00% e 4,25% ao ano.

Na Europa, a pressão sobre o presidente francês Emmanuel Macron, após cinco primeiros-ministros renunciarem em menos de dois anos, intensificou a aversão a risco, beneficiando ainda mais o metal precioso.

Análises divididas sobre os próximos passos

Para o estrategista técnico Paul Ciana, do Bank of America, o rali pode perder fôlego conforme o preço testa a barreira psicológica dos US$ 4.000. Sinais de exaustão, como sete semanas seguidas de alta, sugerem possível correção no quarto trimestre.

A TD Securities também alerta que a posição excessivamente comprada pode levar a uma queda acentuada caso o ritmo de afrouxamento monetário do Fed esfrie. Já o bilionário Ray Dalio comparou o cenário atual ao início dos anos 1970 e recomendou alocar até 15% do portfólio em ouro como proteção contra desvalorização monetária e tensões globais.

Além do ouro, a prata acompanhou o movimento e atingiu recorde de US$ 49,39 por onça-troy, alta diária de 3,2% e salto de 71% em 2025.

Contexto global reforça busca por segurança

O avanço simultâneo de metais preciosos confirma a busca de investidores por ativos de proteção. Segundo a agência Reuters, os bancos centrais de economias emergentes lideram as compras de ouro, enquanto fundos negociados em bolsa registram captação líquida expressiva desde janeiro.

Em 2024, o ouro já havia subido 27%, mas o ritmo acelerou neste ano, consolidando-o como um dos melhores desempenhos do mercado.

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Crédito da imagem: Freepik/Wirestock

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