Operação Cyprium expõe rede de R$30 mi em cobre furtado
Operação Cyprium expõe rede de R$30 mi em cobre furtado e mostra a dimensão do esquema desarticulado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que prendeu suspeitos de furtar e receptar fios de cobre em três estados.
Operação Cyprium expõe rede de R$30 mi em cobre furtado
Deflagrada nesta semana, a Operação Cyprium identificou a maior organização criminosa especializada em cabos de cobre já registrada em Minas Gerais. De acordo com os investigadores, entre 2024 e 2025 o grupo movimentou mais de R$ 30 milhões, enviando semanalmente toneladas do metal furtado para empresas no Rio de Janeiro e na Bahia.
O destino principal do material era uma indústria de fios, responsável por reinserir o cobre no mercado formal e manter o ciclo de lucro. A apuração apontou ainda a participação de funcionários de companhias de telefonia, internet e energia, que usavam uniformes, documentos e ordens de serviço legítimas para dar aparência de legalidade às ações e ampliar o alcance da rede.
A Polícia Civil adotou a estratégia follow the money, rastreando o fluxo financeiro da quadrilha para chegar às lideranças. Esse método permitiu revelar viagens, veículos de luxo e imóveis de alto padrão adquiridos pelos chefes do esquema — realidade distante dos operadores de campo que vendem pequenos volumes de cobre para sustentar o vício.
Especialistas em segurança pública defendem que o intercâmbio de informações entre estados é essencial para enfrentar quadrilhas interestaduais. No Congresso, a discussão sobre a Lei Antifacção, atualmente em sua quarta versão, voltou ao centro do debate. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), espera superar objeções e levar o texto à votação na próxima semana, medida vista como passo crucial para integrar forças policiais e fechar brechas legais.

Imagem: Internet
Casos recentes demonstram que o crime organizado ultrapassa fronteiras regionais. Reportagem do G1 destaca que delitos envolvendo metais valiosos já provocam prejuízos milionários a concessionárias de energia e telecomunicações em todo o país.
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Crédito da imagem: Paulo Cesar Magella
















