Explosão solar recorde obriga astronautas a se proteger
Explosão solar recorde obriga astronautas a se proteger logo após três erupções do tipo X emitidas pelo Sol, que elevaram o nível de radiação em órbita e acionaram protocolos de segurança na Estação Espacial Internacional (ISS).
Explosão solar recorde obriga astronautas a se proteger
Ao longo da semana, o grupo de manchas solares AR4274 produziu três poderosas ejeções de massa coronal (CME) e dezenas de erupções menores. As partículas carregadas alcançaram a Terra, provocando auroras intensas em locais incomuns, como o México, e aumentando a exposição à radiação na ISS.
Na noite de terça-feira (11) e na quarta-feira (12), as luzes dançaram no céu de grande parte do Hemisfério Norte. Mas, acima da atmosfera, o espetáculo trouxe risco. Sem a proteção natural do planeta, os cosmonautas Oleg Platonov, Sergey Ryzhikov e Alexey Zubritsky tiveram de deixar suas cabines e passar a noite no módulo científico, área designada como abrigo contra tempestades solares.
De acordo com Sandra Jones, porta-voz da NASA citada pelo portal Space.com, a estação dispõe de compartimentos reforçados onde a tripulação permanece até que os níveis de radiação voltem ao patamar seguro. Enquanto isso, os três astronautas norte-americanos Mike Fincke, Jonny Kim e Zena Cardman, além do japonês Kimiya Yui, permaneceram em seus alojamentos, pois os sensores indicaram dose aceitável no segmento dos EUA.
Esta foi a erupção solar mais forte de 2025 até agora, classificada como X-classe, a categoria máxima na escala de intensidade. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o pulso eletromagnético viajou a milhões de quilômetros por hora, liberando íons pesados capazes de danificar equipamentos eletrônicos e representar ameaça direta à saúde de quem está no espaço.
Na superfície, além do show de cores, a tempestade não provocou interrupções significativas em comunicações ou redes elétricas. Especialistas, entretanto, alertam que ciclos solares em ascensão tornam eventos como esse mais prováveis nos próximos meses.
Imagem: NOAA
No caso da Expedição 73, a rápida resposta ilustrou a eficácia dos procedimentos de contingência. A tripulação segue monitorando o Sol em tempo real e está pronta para repetir a manobra caso novas CMEs se dirijam à Terra.
No encerramento da semana, a turbulência solar trouxe um lembrete: fenômenos espetaculares podem esconder perigos invisíveis, exigindo tecnologia de monitoramento avançada e protocolos rígidos para garantir a segurança em missões tripuladas.
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Crédito da imagem: NOAA/GOES















