ONU aprova plano dos EUA para Gaza e força de estabilização
ONU aprova plano dos EUA para Gaza e força de estabilização em votação de 13 a 0 no Conselho de Segurança, que autoriza um contingente internacional para garantir a segurança do território e indica uma rota potencial para a criação de um Estado palestino.
ONU aprova plano dos EUA para Gaza e força de estabilização
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, nesta segunda-feira (data local), a proposta norte-americana que estabelece uma força de estabilização internacional em Gaza até o fim de 2027 e confirma o chamado “Plano de 20 Pontos” de cessar-fogo do presidente Donald Trump. O texto recebeu 13 votos favoráveis; Rússia e China se abstiveram, evitando o veto.
A resolução autoriza o novo contingente a “usar todas as medidas necessárias” para fiscalizar fronteiras, desmilitarizar grupos armados não estatais e coordenar ajuda humanitária. Também cria um Board of Peace, órgão transitório que será presidido por Trump, com mandato igualmente válido até 2027.
Durante quase duas semanas de negociações, países árabes exigiram menção explícita ao direito de autodeterminação palestina. A versão final prevê que, após reformas na Autoridade Palestina e avanço na reconstrução da Faixa de Gaza, poderão existir “condições críveis” para um caminho rumo à estatalidade palestina. A concessão irritou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se opõe à formalização de um Estado palestino.
O apoio de nações muçulmanas foi decisivo. Em nota conjunta, Qatar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Indonésia, Paquistão, Jordânia e Turquia pediram “adoção rápida” da proposta, sinalizando disposição para enviar tropas. Detalhes sobre efetivo e cronograma serão apresentados pelo secretário-geral da ONU.
Segundo o embaixador norte-americano Mike Waltz, o texto “marca um passo histórico para uma Gaza estável e um ambiente seguro para Israel”. A resolução prevê retirada progressiva das forças israelenses, condicionada a marcos de desmilitarização que deverão ser negociados entre o novo contingente, Israel, Estados Unidos e os garantidores do cessar-fogo.

Imagem: Edith M
O conflito, iniciado em 7 de outubro de 2023 após ataque surpresa do Hamas, já provocou cerca de 1.200 mortes em Israel e mais de 69 mil em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local. Especialistas alertam que o sucesso do plano dependerá da capacidade de desarmar o Hamas e de manter o frágil cessar-fogo, como destacou a ONU em nota oficial (veja a íntegra).
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















