Nova York suspende licenças para novos mega data centers
Nova York suspende licenças para novos mega data centers em uma moratória de 12 meses que pode tornar o estado o primeiro dos Estados Unidos a barrar projetos com demanda de pico igual ou superior a 20 MW. A medida, aprovada por ampla maioria no Senado estadual e na Assembleia, reflete a crescente inquietação sobre contas de energia e impactos ambientais.
Nova York suspende licenças para novos mega data centers
O pacote de regras passou pelo Senado por 44 votos a 16 e recebeu 102 votos favoráveis na Assembleia. Agora, o texto aguarda a governadora Kathy Hochul, que tem até dezembro para sancioná-lo ou vetá-lo. Sua assessoria declarou que a proposta será examinada em busca de alternativas que protejam os consumidores de aumentos tarifários.
A proibição temporária obriga a agência ambiental do estado a elaborar, durante o período de vigência, um relatório detalhado sobre a eletricidade, a água e a área ocupada por cada futuro data center, além da poluição gerada. Companhias de tecnologia interessadas em construir instalações precisarão ainda financiar e organizar uma audiência comunitária com, no mínimo, três meses de antecedência antes de qualquer aval oficial.
A senadora democrata Kristen Gonzalez, coautora do projeto, sustentou que o consumo energético desses super data centers atinge “escala inédita”, transferindo custos aos moradores. Em plenário, ela citou Amazon e Meta como exemplos de gigantes que precisam de “regras claras” para operar.
Do outro lado, parlamentares republicanos, associações comerciais e sindicatos da construção civil criticam a moratória. Para Stacey Sikes, presidente interina da Long Island Association, um bloqueio amplo “prejudica a criação de empregos” e ignora particularidades locais. O Conselho de Sindicatos da Construção Civil também enviou memorando à governadora pedindo o veto.
O debate em Albany ecoa pesquisas nacionais que mostram maioria dos norte-americanos contrária a data centers perto de suas casas. Segundo o operador independente da rede elétrica de Nova York, há hoje 24 projetos em análise, somando 9 GW de demanda potencial. Estados vizinhos observam: o Maine tentou adotar veto semelhante em 2026, mas a governadora o derrubou por falta de exceções específicas, conforme noticiou a Bloomberg.

Imagem: Gorodenkoff
Se confirmada, a lei nova-iorquina pode redefinir a expansão de infraestrutura digital nos EUA, forçando empresas a buscar locais com menor resistência regulatória ou a investir em fontes limpas para reduzir o impacto na rede.
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Crédito da imagem: Gorodenkoff/Shutterstock
















