Nova tarifa de Trump isenta minerais críticos e energia
Nova tarifa de Trump isenta minerais críticos e energia ao fixar cobrança adicional de 10% sobre todas as importações, medida que entra em vigor na próxima terça-feira (24) segundo a Casa Branca.
Nova tarifa de Trump isenta minerais críticos e energia
Anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (20), a nova taxa foi formulada com base na Seção 122 do Trade Act de 1974, dispositivo que permite tarifas emergenciais por até 150 dias em caso de desequilíbrios nos pagamentos internacionais. A administração informou que utilizará todo o período previsto.
Ao detalhar a medida, Washington esclareceu que alguns setores estratégicos estarão fora da cobrança. Entre os itens isentos estão carne bovina, tomates e laranjas, além de produtos considerados essenciais, como minerais críticos, fontes de energia, fertilizantes, medicamentos, eletrônicos, veículos, bens aeroespaciais e materiais informativos.
Mercadorias provenientes do Canadá e do México que atendam às regras do acordo comercial USMCA também não sofrerão a sobretaxa, assim como produtos já taxados sob a Seção 232, utilizada para investigar ameaças à segurança nacional, e determinados têxteis da América Central.
Paralelamente, Trump solicitou que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) amplie investigações ancoradas na Seção 301 contra práticas consideradas irracionais ou discriminatórias. O Brasil, investigado desde julho passado por eventuais distorções comerciais, continua sob análise, informou o órgão. Processos em curso contra a China permanecem ativos, e novas apurações deverão ser abertas com trâmite acelerado, podendo resultar em tarifas adicionais.

Imagem: Joshua Sukoff
Em comunicado, o USTR criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou o anterior “tarifaço” global, afirmando que a IEEPA — base jurídica usada por Trump — foi fundamental no combate a problemas como fentanil, imigração e déficit comercial. Detalhes adicionais podem ser conferidos na cobertura da Reuters.
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Crédito da imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock















