Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Nanotyrannus: estudo revela engano em fóssil histórico

Nanotyrannus: estudo revela engano em fóssil histórico

Advertisements
Advertisements

Nanotyrannus: estudo revela engano em fóssil histórico

Nanotyrannus: estudo revela engano em fóssil histórico — A nova análise do emblemático fóssil “Dueling Dinosaurs” concluiu que o suposto Tyrannosaurus rex juvenil preservado ao lado de um Triceratops é, na verdade, um Nanotyrannus adulto, de cerca de 20 anos, segundo estudo divulgado na revista Nature.

Nanotyrannus: estudo revela engano em fóssil histórico

O exemplar foi encontrado em 2006 na Formação Hell Creek, em Montana (EUA), e ficou famoso por sugerir um duelo mortal entre dois gigantes do Cretáceo. Durante anos, paleontólogos defenderam que o predador menor representava um T. rex jovem. A equipe da Universidade Estadual da Carolina do Norte revisitou o material, examinando anéis de crescimento ósseo, fusão das vértebras e proporções anatômicas.

Advertisements
Advertisements

Entre os indícios decisivos para a reclassificação estão o número de vértebras caudais, antebraços proporcionalmente mais longos e ossos já totalmente ossificados, incompatíveis com um animal em fase de crescimento. A partir desses dados, os pesquisadores descartaram qualquer possibilidade de se tratar de um tiranossaurídeo em desenvolvimento.

Os autores compararam o fóssil com mais de 200 esqueletos atribuídos ao Tyrannosaurus rex e confirmaram diferenças consistentes. Nasce, assim, a espécie Nanotyrannus lethaeus, batizada em alusão ao Rio Lete da mitologia grega, símbolo do esquecimento — uma referência aos quase 20 anos em que o animal permaneceu “escondido” sob uma identificação equivocada.

“O T. rex certamente dominava a cadeia alimentar, mas o Nanotyrannus dividia esse território como um caçador mais ágil e veloz”, explicou Lindsay Zanno, chefe de paleontologia do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte e coautora da pesquisa. O estudo acrescenta informações valiosas sobre a biodiversidade do fim do Cretáceo, período imediatamente anterior à extinção em massa que eliminou os dinossauros não aviários.

Embora novidades sobre o gênero já tenham sido sugeridas anteriormente, os autores afirmam que o conjunto de evidências atuais é o mais robusto até o momento. Ainda assim, novos achados serão necessários para consolidar a posição taxonômica do Nanotyrannus, alertam os cientistas no artigo publicado na Nature.

Para saber mais sobre descobertas paleontológicas e outras pesquisas que impactam o país, visite nossa editoria Brasil e continue acompanhando as atualizações diárias.

Crédito da imagem: Anthony Hutchings/Universidade Estadual da Carolina do Norte

Advertisements
Advertisements