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Minerais críticos: Canadá lidera primeiros projetos do G7

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Minerais críticos: Canadá lidera primeiros projetos do G7

Minerais críticos: Canadá lidera primeiros projetos do G7 em uma iniciativa que reúne 25 ações voltadas a reduzir a dependência global das cadeias de suprimento dominadas pela China.

Minerais críticos: Canadá lidera primeiros projetos do G7

O governo canadense confirmou nesta sexta-feira (data conforme original) a primeira leva de 25 projetos de minerais críticos dentro da parceria criada pelos países do G7. O pacote inclui acordos de compra da produção futura da mina de grafite Matawinie, em Quebec, e investimentos para ampliar uma refinaria de terras raras em Kingston, Ontário.

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Segundo o ministro de Energia e Recursos Naturais, Tim Hodgson, o anúncio “envia um sinal claro de que o grupo está determinado a descentralizar mercados, proteger a segurança nacional e impulsionar capital”. Nas palavras do ministro, “cada atraso significa ceder interesses econômicos e estratégicos”.

O alerta se baseia no domínio chinês: a China concentra cerca de 70% da produção ou refino de 19 dos 20 minerais estratégicos listados pela Agência Internacional de Energia (IEA). No caso das terras raras, usadas em ímãs de veículos elétricos e radares avançados, a fatia chega a 91% do refino mundial, conforme relatório da IEA.

Entre os projetos revelados, a mina Matawinie, da Nouveau Monde Graphite, garantiu contratos de offtake (venda antecipada) com o governo federal, a Panasonic e a trading luxemburguesa Traxys. Já a norueguesa Vianode recebeu sinal verde para obter até US$ 500 milhões da Export Development Canada e erguer uma planta de grafite sintético em St. Thomas, Ontário. O material é peça-chave nas baterias de íon-lítio utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Outro destaque é a Ucore Rare Metals, que poderá acessar até US$ 36 milhões para expandir a separação de samário — empregado em reatores nucleares — e gadolínio, componente de tomógrafos de ressonância magnética. Estudo recente do Canadian Climate Institute prevê necessidade de investimentos de até US$ 30 bilhões até 2040 apenas para suprir a demanda doméstica.

Autoridades norte-americanas presentes à reunião em Toronto apontaram que mesmo a suspensão temporária, por um ano, dos controles de exportação chineses sobre algumas terras raras reforça a urgência de desenvolver capacidades próprias de mineração e refino no âmbito do G7.

Especialistas, como o professor Wolfgang Alschner, da Universidade de Ottawa, avaliam que o Canadá conseguiu posicionar-se no centro das discussões. Contudo, ressaltam que ainda falta harmonizar padrões de mercado para consolidar a estratégia multilateral.

Os projetos anunciados serão acompanhados por metas de curto prazo para acelerar licenças e garantir que os minerais críticos suportem a transição energética e o crescimento das indústrias de alta tecnologia.

No curto prazo, investidores avaliarão como os acordos de compra e o financiamento público estimularão novas explorações em solo canadense, fator visto como decisivo para diversificar a oferta global e reduzir riscos geopolíticos.

Para conhecer outras ações de impacto que movimentam a economia, visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações sobre minerais críticos.

Crédito da imagem: Global News

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