Mutirão de cirurgias eletivas zera fila em hospitais de MG
Mutirão de cirurgias eletivas marcou o início, neste sábado (28/2), do programa Opera Mais Fhemig, Aqui em Minas a Fila Anda!, que pretende acelerar procedimentos na rede estadual.
Programa quer reduzir espera para menos de um trimestre
Lançado no Hospital Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte, o Opera Mais Fhemig realizou mais de 100 operações em apenas um dia, distribuídas por oito unidades na capital, na Região Metropolitana e no interior mineiro. A ação contou com a presença do vice-governador Mateus Simões, que destacou a importância de encurtar o tempo de espera dos pacientes.
Segundo o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, a estratégia usa leitos que costumam ficar vagos nos fins de semana. “Queremos aproveitar cada estrutura disponível para atender casos como histerectomias e cirurgias urológicas que afetam diretamente a qualidade de vida da população”, explicou.
Oito hospitais mobilizados em todo o estado
Participaram da força-tarefa os hospitais Alberto Cavalcanti, Júlia Kubitschek, Eduardo de Menezes e Maternidade Odete Valadares, em BH; o Cristiano Machado, em Sabará; o Regional Antônio Dias, em Patos de Minas; o João Penido, em Juiz de Fora; e o Complexo Hospitalar de Barbacena. Cada unidade atuou conforme sua vocação assistencial, abrangendo ortopedia, ginecologia, urologia, dermatologia, cirurgia geral, plástica e oncológica.
A meta é repetir o mutirão no último sábado de cada mês, chegando a mais de mil procedimentos até 2026, sem comprometer o atendimento regular de média e alta complexidade.
Investimento bilionário fortalece rede regional
O Opera Mais Fhemig integra a política estadual iniciada em 2021, que já destinou R$ 1,2 bilhão à realização de 3,5 milhões de cirurgias eletivas no estado até novembro de 2025. Somente em 2025, foram cerca de 1 milhão de procedimentos, resultado de uma descentralização que permite ao paciente operar mais perto de casa, reduzindo deslocamentos e otimizando a capacidade hospitalar.

Imagem: Internet
Para o lavrador José da Luz Gonçalves, que aguardava há um ano a retirada de tumores no rosto, o mutirão foi decisivo. “Voltar para casa sem esse problema é um alívio enorme”, relatou.
O Governo de Minas planeja que as futuras edições ampliem o alcance do Sistema Único de Saúde e garantam filas que durem apenas o período necessário ao pré-operatório.
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Crédito da imagem: Pedro Chagas / Fhemig
















