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Teatro mineiro perde uma de suas figuras mais marcantes; artista acumula trajetória de décadas nos palcos locais
Por Luiz
A cena cultural de Conselheiro Lafaiete está em luto. Faleceu nesta segunda-feira, 10 de agosto, a atriz Lúcia Martins, nome histórico das artes cênicas no município. Pioneira na formação dramatúrgica da região, ela iniciou sua trajetória artística ao integrar o Grupo de Teatro Ato Final, projeto concebido pelo ator e diretor Paulo Antunes.
Ao longo de sua carreira no Ato Final, Lúcia deu vida a diversos personagens marcantes. Em seu repertório figuram trabalhos em peças escritas por Antunes, como “Psiu! O Cadáver Tossiu” e “Podres Sementes Sob o Sol de Inverno”, além do espetáculo “O Crime e suas Mirongas”, assinado por Aloísio Guimarães.
Atuação recente e projetos interrompidos
A paixão pelos palcos permaneceu ativa até os últimos dias. Em 18 de julho, Lúcia marcou presença na 24ª edição do Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete (FACE). Na ocasião, dividiu a cena com os atores Ronei Nunes e Paulo Antunes na montagem “Chá no Ringue”, atuação que lhe rendeu a indicação ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.
O festival é organizado pela Casa de Teatro de Conselheiro Lafaiete, instituição onde a atriz atuou por mais de dez anos, construindo uma sólida caminhada artística e laços de amizade com nomes como Geraldo Lafayette. Além disso, a artista teve passagem pelo Grupo de Teatro Camarote, idealizado por Carlão de Souza.
Lúcia deixou nos bastidores um projeto em andamento. Foi por sua iniciativa e incentivo direto que os integrantes do Grupo Ato Final se organizavam para reiniciar os ensaios da remontagem de “Psiu! O Cadáver Tossiu”. A produção já contava com uma lista de nomes pré-selecionados para o elenco, e a atriz se preparava para interpretar o mesmo papel que desempenhou na versão original da peça, em 1989.
















