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Moninder Singh denuncia ameaça indiana e cobra Canadá

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Moninder Singh denuncia ameaça indiana e cobra Canadá

Moninder Singh denuncia ameaça indiana e cobra Canadá logo após receber, pela terceira vez, um aviso da Polícia Montada de que sua morte pode ser encomendada por agentes ligados ao governo indiano.

Moninder Singh denuncia ameaça indiana e cobra Canadá

Ativista sikh nascido no Canadá e radicado em Surrey, na Colúmbia Britânica, Moninder Singh vive há três anos entre hotéis e endereços provisórios para proteger a família. Em março, a Unidade de Segurança Nacional da RCMP informou sobre “ameaça iminente”, e em abril recomendou que ele evitasse eventos públicos.

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Para Singh, o mandante é claro: o governo da Índia, acusado pela RCMP de ligação direta com o assassinato do líder de templo Hardeep Singh Nijjar, em 2023, e com diversos shootings, extorsões e incêndios no país. O próprio serviço de inteligência canadense (CSIS) classificou a repressão transnacional contra a diáspora sikh como “escalada significativa”.

Apesar disso, o primeiro-ministro Mark Carney busca restabelecer e ampliar vínculos comerciais com Nova Délhi. A reaproximação inclui convite a Narendra Modi para a cúpula do G7 em Alberta, em junho de 2025, e a nomeação de novos altos-comissários. “Sinto-me traído, e não só como sikh; é uma traição a todos os canadenses”, afirma Singh.

A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, nega omissão e cita investigação em curso e inclusão da quadrilha Lawrence Bishnoi na lista de grupos terroristas. Ainda assim, não houve reconhecimento público da Índia nem promessa de encerrar as operações extraterritoriais.

A percepção de impunidade ganhou força após relatório da BBC sobre interferência estrangeira, que colocou Nova Délhi atrás apenas de Pequim em influência eleitoral no Canadá. Parlamentares da oposição, como a deputada Jenny Kwan, classificam o gesto de Carney de “inconcebível” enquanto canadenses continuam recebendo avisos de risco de morte.

Singh recorda que as ameaças começaram em julho de 2022, no mesmo dia em que Nijjar foi advertido. Após o assassinato do colega, o FBI desmantelou plano similar nos EUA, atribuído ao braço de inteligência indiano RAW, que teria contratado o crime organizado para atingir ativistas em território norte-americano e canadense.

A comunidade sikh pede transparência total sobre a ingerência indiana e teme que acordos comerciais coloquem a segurança em segundo plano. “Se já sabem o que fizeram ao Nijjar, por que normalizar relações sem resposta às famílias afetadas?”, questiona Singh.

No curto prazo, ele continua alternando endereços, escoltado por amigos que o seguem de carro. “Não vou me esconder; parar seria exatamente o que a Índia deseja”, conclui.

Para mais análises sobre política externa e segurança, leia também nossa cobertura em nossa editoria Brasil.

Crédito da imagem: AP Photo/Sanjeev Syal

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