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Brigitte Macron: 10 réus por assédio online vão a julgamento

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Brigitte Macron: 10 réus por assédio online vão a julgamento

Brigitte Macron: 10 réus por assédio online vão a julgamento marca o início do processo criminal em Paris contra oito homens e duas mulheres que, segundo a Promotoria, propagaram boatos de que a primeira-dama francesa teria nascido homem.

Brigitte Macron: 10 réus por assédio online vão a julgamento

O Tribunal Criminal de Paris abriu, nesta segunda-feira (9), a audiência de um grupo de dez acusados de assediar Brigitte Macron pela internet. De acordo com a acusação, os réus — com idades entre 41 e 60 anos — publicaram mensagens difamatórias sobre o sexo biológico da esposa do presidente Emmanuel Macron. Se condenados, podem pegar até dois anos de prisão.

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O processo resulta de queixa apresentada pelo casal Macron em 2024, depois que teorias conspiratórias ganharam força nas redes durante a pandemia de COVID-19. Entre os réus estão a criadora de conteúdo Amandine Roy e a publicitária Aurélien Poirson-Atlan, conhecida como Zoé Sagan. Todos negam as acusações.

Paralelamente, a família Macron move ação nos Estados Unidos contra a comentarista conservadora Candace Owens, protocolada em julho no estado de Delaware. Na peça, os advogados afirmam que Owens conduziu uma “campanha de humilhação global” para ampliar a audiência de seu podcast. Em março de 2024, a influenciadora escreveu na rede X: “Aposto toda a minha reputação profissional que Brigitte Macron é homem”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, os dez acusados teriam ido além de questionar o gênero da primeira-dama: chamaram a diferença de 25 anos entre ela, 72, e Emmanuel Macron, 47, de “pedofilia”.

Não é a primeira vez que o casal recorre à Justiça. Em 2024, Brigitte e Emmanuel venceram ação por difamação contra Roy e a autointitulada jornalista independente Natacha Rey; a decisão foi anulada em 2025 sob argumento de liberdade de expressão.

O rumor surgiu em 2021, quando Roy divulgou no YouTube entrevista longa com Rey. O vídeo afirmava que Brigitte, registrada como Brigitte Trogneux, teria nascido “Jean-Michel Trogneux”. Desde então, a narrativa foi reciclada em grupos de extrema-direita mundo afora.

A trajetória do casal Macron é pública: ela, então Brigitte Auzière, conheceu o futuro presidente quando ele era aluno de 15 anos no colégio onde lecionava. Após idas e vindas, eles se casaram em 2007, quando Emmanuel tinha 30.

O julgamento em Paris deve prosseguir ao longo da semana. Enquanto isso, os advogados norte-americanos dos Macron declararam que pretendem apresentar “prova científica” de que Brigitte nasceu mulher, no âmbito da ação contra Owens.

Quer saber como outras figuras públicas lidam com ataques virtuais? Visite nossa editoria BRASIL e acompanhe nossas análises especiais.

Crédito da imagem: Stefan Rousseau/PA Wire

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