Ministério da Fazenda revê projeções de estatais para 2026
Ministério da Fazenda revê projeções de estatais para 2026 no decreto de programação orçamentária e financeira, divulgado na noite de sexta-feira (13/02/2026). A retificação corrige o resultado primário previsto para sete empresas federais e inclui a Emgea na lista oficial.
Principais ajustes divulgados
Segundo o novo documento, as principais mudanças são:
- Emgepron: déficit cai de R$ 17,797 bi para R$ 3,102 bi;
- Hemobrás: déficit reduzido de R$ 8,591 bi para R$ 967 mi;
- Correios: déficit ampliado de R$ 8,261 bi para R$ 9,101 bi;
- Infraero: déficit recua de R$ 4,360 bi para R$ 655 mi;
- Serpro: mudança de déficit de R$ 3,564 bi para superávit de R$ 285 mi;
- Autoridade Portuária de Santos (APS): déficit passa de R$ 2,421 bi para R$ 570 mi;
- Companhia Docas do Pará: déficit encolhe de R$ 2,106 bi para R$ 313 mi;
- Emgea: novo déficit projetado de R$ 649 mi.
Meta fiscal permanece preservada
Apesar das revisões, o Ministério da Fazenda manteve a projeção de déficit primário total das estatais em R$ 1,074 bilhão para 2026, bem abaixo do teto de R$ 6,752 bilhões fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O alcance da meta só é possível porque o governo excluiu até R$ 10 bilhões em despesas de empresas com plano de reequilíbrio econômico-financeiro, medida criada para enfrentar a crise nos Correios. Sem esse abatimento, o déficit das estatais subiria para R$ 11,074 bilhões, pressionando o Orçamento fiscal.
De acordo com o decreto de programação orçamentária, também ficam fora da conta os gastos relacionados ao Novo PAC, estimados em R$ 4,234 bilhões neste ano.

Imagem: Estadão Cteúdo
Projeções ao longo do ano
O governo projeta resultado primário positivo de R$ 5,973 bilhões para as estatais entre janeiro e abril, chegando a R$ 8,139 bilhões até agosto, já considerados os itens que não entram no cálculo da meta.
Com as correções, a Fazenda reafirma sua estratégia de transparência fiscal e reforça que acompanhará mensalmente a execução das estatais para garantir o cumprimento dos limites de déficit. Para mais análises sobre economia e contas públicas, acesse a editoria de Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Pablo Le Roy/Ministério das Comunicações















