Matheus Brasília relembra troca do futebol pelo vôlei
Matheus Brasília relembra troca do futebol pelo vôlei ao narrar, em entrevista, como um convite da irmã o levou a abandonar as quadras de futsal e se tornar levantador do Cruzeiro e da Seleção.
De promessa no futebol a descoberta no projeto Amigos do Vôlei
Matheus Brasília, 28 anos, cresceu em Brasília cercado pelo imaginário do futebol. O pai o levava semanalmente aos jogos de futsal, e o desejo de virar jogador profissional parecia natural. A mudança veio por acaso: a irmã Larissa recebeu recomendação médica para praticar atividade física e foi inscrita no projeto Amigos do Vôlei, criado pelas ex-selecionáveis Leila Barros e Ricarda Lima. Para não ficar em casa, Matheus acompanhou a irmã — e nunca mais largou a bola de vôlei.
A escolha da posição e a importância do projeto social
No núcleo do projeto, o jovem encontrou um técnico exigente em fundamentos. Os longos treinos de toque contra um muro revelaram facilidade para levantar, habilidade decisiva para quem não tinha estatura de atacante. “O levantador me escolheu”, brinca o atleta, que enxerga a iniciativa como ferramenta de inclusão antes de formadora de profissionais.
O papel social do esporte, segundo Brasília, vai além da descoberta de talentos: “Projetos assim tiram crianças da rua e formam cidadãos”. Essa visão reforça a relevância de políticas públicas esportivas, tema também defendido pela Confederação Brasileira de Voleibol em seu portal institucional CBV.
Mudança precoce e amadurecimento em São Paulo
Aos 15 anos, depois de se destacar pelo Distrito Federal no Brasileiro de Seleções, recebeu convite do técnico Silvio Forti para integrar a base do Pinheiros. A estrutura profissional de São Paulo serviu de “virada de chave”: ali percebeu que o vôlei poderia ser carreira. Longe de casa, aprendeu disciplina e resiliência, valores reforçados mais tarde pelo Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Exército, do qual faz parte.
Chegada ao Cruzeiro e adaptação relâmpago
Contratado em 2023, Brasília descreve atuar pelo Cruzeiro como “sonho de qualquer atleta”. O ambiente de constante cobrança por títulos se encaixou à sua mentalidade de evolução contínua. A primeira temporada rendeu conquistas nacionais e o título mundial de clubes, coroando um início impecável em Belo Horizonte.

Imagem: Edesio Ferreira
Referências e responsabilidade
No clube, o levantador divide quadra com nomes consagrados e carrega o legado de ídolos como William Arjona. A convivência reforça a responsabilidade: “Estar no Cruzeiro exige manter a história no topo”. Fora das quadras, a experiência militar auxilia na liderança, disciplina e prontidão durante jogos decisivos.
A trajetória de Matheus Brasília mostra como oportunidades surgem em caminhos inesperados. Reveja outros exemplos inspiradores na editoria Brasil e continue acompanhando nossas notícias esportivas.
Crédito da imagem: Edesio Ferreira/EM/D.A Press















