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China realiza exercícios militares perto de Taiwan

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China realiza exercícios militares perto de Taiwan

China realiza exercícios militares perto de Taiwan mobilizando tropas da Força Aérea, Marinha e unidades de foguetes nesta segunda-feira (15), em uma mensagem que Pequim classifica como “severo aviso” a forças separatistas e a interferências externas.

China realiza exercícios militares perto de Taiwan

De acordo com o porta-voz do Comando Oriental do Exército de Libertação Popular, coronel-sênior Shi Yi, os exercícios ocorrem no Estreito de Taiwan e em áreas ao norte, sudoeste, sudeste e leste da ilha. As manobras incluem patrulhas de prontidão combate ar-mar, bloqueio de portos estratégicos e testes de coordenação para busca de alvos de precisão. Shi definiu a operação como “dissuasão multidimensional além da cadeia de ilhas” e disse ser “ação legítima para salvaguardar soberania e unidade nacional”.

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A resposta taiwanesa foi imediata. O Ministério da Defesa ativou exercícios de pronta resposta e declarou alto estado de alerta, acusando Pequim de ser “o maior destruidor da paz” na região. Até as 15h (hora local), Taipé registrou 89 aeronaves e drones chineses nas proximidades; 67 cruzaram a zona de identificação de defesa. No mar, 14 navios de guerra navegavam no estreito, enquanto quatro embarcações adicionais operavam no Pacífico Ocidental, acompanhadas por 14 barcos da guarda-costeira chinesa.

Os impactos ultrapassam a esfera militar. A Administração de Aviação Civil de Taiwan informou que mais de 100 000 passageiros internacionais serão afetados por cancelamentos ou desvios de voos; 850 rotas estavam programadas para o período dos exercícios. No mercado doméstico, mais de 80 voos foram cancelados, atingindo cerca de 6 000 viajantes. Para terça-feira (16), Pequim reservou sete “zonas perigosas” para lançamentos de foguetes entre 8h e 18h locais, restringindo o tráfego aéreo civil.

Analistas associam a demonstração de força ao recente anúncio de venda de armamentos norte-americanos a Taiwan, estimado em mais de US$ 10 bilhões, e às declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre possível envolvimento de Tóquio em caso de ação militar chinesa. Na semana passada, Pequim sancionou 20 empresas de defesa dos Estados Unidos em reação ao acordo de armas. Conforme destaca a agência Reuters, a legislação norte-americana exige que Washington ajude Taipé em sua defesa, ponto de atrito crescente com a China.

Para o vice-chefe de Estado-Maior de Inteligência taiwanês, Hsieh Jih-sheng, as manobras “trazem desafios complexos à comunidade internacional e aos países vizinhos”. Enquanto isso, o gabinete presidencial de Taiwan condenou o que chamou de “intimidação militar” chinesa, alertando para riscos à estabilidade no Indo-Pacífico.

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Crédito da imagem: Global News

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