Malware no YouTube: Check Point remove 3 mil vídeos
Malware no YouTube: uma investigação da Check Point Research resultou na remoção de mais de 3 mil vídeos maliciosos hospedados na plataforma, encerrando a chamada “YouTube Ghost Network”.
Malware no YouTube: Check Point remove 3 mil vídeos
Após 12 meses de análise, a divisão de inteligência da Check Point Software identificou uma operação global que utilizava contas falsas ou sequestradas para espalhar vírus por meio de tutoriais fraudados. O esquema era modular e contava com três tipos de perfis:
Contas de vídeo, responsáveis por publicar supostos guias de instalação de softwares gratuitos; contas de postagens, que divulgavam senhas e novos links na aba Comunidade; e contas de interação, que inflavam curtidas e comentários positivos, criando engajamento artificial.
Esse formato permitia que a Rede Fantasma se reerguesse rapidamente a cada remoção. Em um dos casos, um canal com 129 mil inscritos publicou um vídeo oferecendo “Adobe Photoshop grátis”, alcançando 300 mil visualizações e mais de 1 mil curtidas antes de ser derrubado. Outro canal mirava entusiastas de criptomoedas e redirecionava para páginas falsas.
Os links presentes nos vídeos levavam os usuários a baixar arquivos em serviços como Dropbox, Google Drive ou MediaFire. Para concluir a instalação, as vítimas eram instruídas a desativar o antivírus, infectando o sistema com malwares voltados ao roubo de credenciais, carteiras de criptomoedas e dados do dispositivo. Os arquivos capturados eram enviados a servidores que mudavam constantemente de endereço para driblar a detecção.
Segundo Eli Smadja, gerente de pesquisa em segurança da Check Point, o engajamento falso ampliava o alcance das postagens e reduzia a desconfiança do público. A derrubada dos 3 mil vídeos foi coordenada com o Google, reforçando a política da plataforma contra conteúdo nocivo.
Imagem: gguy
A empresa orienta que usuários evitem baixar programas de fontes não oficiais, mantenham o antivírus ativo e desconfiem de ofertas de software gratuito. Plataformas de vídeo, por sua vez, devem monitorar picos de engajamento e grupos de contas que compartilham URLs semelhantes.
Para detalhes técnicos da operação, a Check Point publicou um relatório completo em seu site oficial; o documento pode ser lido em checkpoint.com.
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Crédito da imagem: gguy/Shutterstock















