Leishmaniose em Montes Claros: OMS e OPAS avaliam ações
Leishmaniose em Montes Claros: OMS e OPAS avaliam ações – Técnicos das duas organizações internacionais visitam a cidade nesta quarta e quinta-feira, 17 e 18 de junho, para conhecer in loco as iniciativas que vêm reduzindo casos de leishmaniose visceral e tegumentar no Norte de Minas.
Leishmaniose em Montes Claros: OMS e OPAS avaliam ações
Montes Claros tornou-se referência nacional ao adotar, ainda em 2021, as estratégias do Ministério da Saúde para vigilância e controle das leishmanioses. O destaque é o encoleiramento de cães com inseticida, medida pioneira que já abrange cerca de 22 mil animais no município e mais 34,7 mil em cidades vizinhas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a incidência animal caiu de cinco para dois casos confirmados a cada dez cães testados.
A visita integra missão iniciada em 15 de junho, em Brasília, onde especialistas discutiram com o governo federal alternativas para ampliar diagnóstico, prevenção e assistência. O cientista Saurabh Jain, do Programa de Leishmanioses da Organização Mundial da Saúde, afirmou que as experiências brasileiras “podem fortalecer o enfrentamento da doença em toda a região das Américas”.
A representante da OPAS, Ana Lucianez, ressaltou o papel da articulação entre governo, profissionais de saúde e movimentos sociais. Para ela, a participação da sociedade civil “é fundamental para eliminar doenças tropicais negligenciadas”.
Além das coleiras impregnadas, o Norte de Minas adotou testes rápidos distribuídos em hospitais e polos regionais, implantação de unidades do Serviço de Atenção Especializada Ampliado (SAE) e levantamento entomológico em 700 municípios. “São ações que evidenciam a importância do SUS e já mostram resultados concretos”, reforçou Francisco Edilson Ferreira, do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde classifica a leishmaniose como desafio persistente nas Américas, sobretudo em áreas vulneráveis. A forma visceral, transmitida pelo mosquito-palha Lutzomyia longipalpis, pode causar febre prolongada, aumento do fígado e do baço e anemia. Já a forma tegumentar provoca lesões cutâneas que, sem tratamento, podem se agravar.

Imagem: Internet
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o controle integrado, envolvendo vigilância animal, ações ambientais e diagnóstico precoce, é a estratégia mais eficaz para reduzir a transmissão.
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Crédito da imagem: Bartolomeu Teixeira Lopes















