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Israel reduz ajuda no norte de Gaza em meio a ofensiva

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Israel reduz ajuda no norte de Gaza em meio a ofensiva

Israel reduz ajuda no norte de Gaza em meio a ofensiva, decisão que inclui a suspensão de lançamentos aéreos de suprimentos sobre a Cidade de Gaza e a diminuição de caminhões humanitários na região, segundo fonte oficial.

Medida afeta rotas de suprimentos vitais

Um representante do governo israelense, que falou sob condição de anonimato, informou que os airdrops sobre a Cidade de Gaza serão interrompidos nos próximos dias e que o fluxo de caminhões de ajuda humanitária para o norte será reduzido. A medida antecede uma nova fase da ofensiva militar contra o Hamas e busca forçar a evacuação de centenas de milhares de civis rumo ao sul do enclave.

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Na sexta-feira, Israel encerrou as pausas diurnas temporárias que permitiam a entrada de ajuda, declarando a Cidade de Gaza “zona de combate”. A Organização das Nações Unidas estima que seriam necessários cerca de 600 caminhões de suprimentos por dia para atender às necessidades mínimas da população de mais de 2 milhões de habitantes, número ainda distante da realidade atual (ONU).

Risco de nova crise de deslocamento

Para Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, uma evacuação em massa “é impossível de ser realizada de modo seguro e digno” diante da destruição generalizada de infraestrutura, escassez de alimentos, água e atendimento médico. Moradores já iniciaram nova onda de deslocamento, transportando pertences em caminhonetes ou carroças.

Mortes e fome avançam

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, contabiliza 63.371 palestinos mortos desde o início da guerra, em outubro de 2023, cerca da metade mulheres e crianças. A mesma pasta informa que ao menos 332 pessoas – entre elas 124 crianças – morreram por causas ligadas à desnutrição.

Nesta semana, tiros disparados por forças israelenses mataram quatro pessoas que tentavam receber comida na parte central da Faixa. Um ataque a uma padaria no bairro de Nasr, em Gaza, deixou 12 mortos, inclusive seis mulheres e três crianças, segundo autoridades hospitalares locais.

Pressão interna por acordo de cessar-fogo

Em Tel Aviv, familiares dos 48 reféns ainda mantidos pelo Hamas voltaram a protestar, cobrando um acordo que garanta a libertação dos sobreviventes. Eles temem que a expansão da ofensiva comprometa a segurança dos sequestrados.

A redução da ajuda agrava um quadro humanitário já crítico e aumenta a pressão internacional por uma solução diplomática. Para acompanhar mais análises sobre o conflito e seus impactos, visite a editoria BRASIL e continue informado.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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