Resultados da Intel superam previsões, mas fundição preocupa
Resultados da Intel acima do esperado no terceiro trimestre reacenderam o otimismo dos investidores, embora o futuro da unidade de fundição continue incerto.
Resultados da Intel superam previsões, mas fundição preocupa
A Intel registrou receita de US$ 13,6 bilhões (R$ 73,4 bilhões) entre julho e setembro, ultrapassando a estimativa de US$ 13,1 bilhões (R$ 70,7 bilhões). O lucro líquido atingiu US$ 4,1 bilhões (R$ 22 bilhões), revertendo o prejuízo de US$ 16,6 bilhões (R$ 86,1 bilhões) apurado um ano antes. O lucro ajustado ficou em US$ 0,23 por ação (R$ 1,24), resultado que encerrou a mais longa série de perdas da companhia em 35 anos.
O desempenho positivo adicionou US$ 20 bilhões (R$ 107,4 bilhões) ao balanço patrimonial, impulsionando as ações na bolsa. Parte do fôlego veio de parcerias estratégicas firmadas em 2023. Em agosto, o SoftBank injetou R$ 10,87 bilhões por meio da compra de papéis. A Nvidia desembolsou US$ 5 bilhões (R$ 26,8 bilhões) para participar do desenvolvimento de chips para PCs e data centers. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, adquiriu 10% do capital, movimento elogiado pelo CEO Lip-Bu Tan na teleconferência de resultados.
Balanço robusto mantém otimismo
No encontro com analistas, Tan destacou que a melhoria no caixa garante “maior flexibilidade operacional” para executar a estratégia de longo prazo. O executivo também agradeceu a confiança do presidente Donald Trump, ressaltando o papel da Intel como única fabricante de semicondutores com sede, pesquisa e produção avançada nos EUA.
Fundição ainda gera dúvidas
Apesar dos números robustos, a Intel pouco detalhou os planos para a divisão de fundição, responsável por fabricar chips personalizados para clientes externos. O segmento, que sofre com seguidas perdas e cortes de pessoal desde março, é considerado estratégico pelo governo norte-americano. O acordo de participação estatal prevê multa caso a empresa se desfaça do negócio nos próximos cinco anos, aumentando a pressão sobre Tan para torná-lo rentável.
Imagem: PJ McDnell
Analistas ouvidos pelo TechCrunch lembram que a unidade não carece de recursos adicionais, mas sim de uma estratégia clara de mercado. Na conferência, o CEO limitou-se a dizer que a fundição está “posicionada de forma única” para atender à crescente demanda por chips, sem fornecer metas ou cronograma.
Com investidores de olho na evolução da fundição, o próximo balanço será decisivo para medir se o ciclo de recuperação da Intel será sustentado. Para acompanhar outras análises sobre grandes empresas e economia, visite nossa editoria Brasil e fique por dentro.
Crédito da imagem: PJ McDonnell/Shutterstock













