Israel bombardeia Gaza e testa frágil cessar-fogo
Israel bombardeia Gaza e testa frágil cessar-fogo ao lançar ataques aéreos e disparos de artilharia contra alvos no sul do enclave, neste domingo (11), logo após relatos de tiros contra tropas israelenses na região de Rafah.
Escalada coloca cessar-fogo em risco
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel informaram que os bombardeios destruíram túneis e edifícios militares usados por militantes que teriam aberto fogo contra soldados israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país “responderá com força” a qualquer ofensiva do Hamas.
O braço armado do Hamas, Al-Qassam Brigades, declarou manter “total compromisso” com o acordo mediado pelos Estados Unidos, vigente desde 11 de outubro, e disse não ter registro de confrontos em Rafah desde março. Ainda segundo o grupo, não houve contato recente com facções locais.
Testemunhas ouvidas pela agência Reuters relataram explosões e tiros em Rafah, fogo de tanques em Abassan, ataque aéreo em Zawayda e explosões em Deir Al-Balah. Médicos do Hospital Al-Aqsa contabilizaram pelo menos cinco mortos nesses locais.
Mortes e acusações mútuas
O Ministério da Saúde, administrado pelo Hamas, afirmou que ao menos oito palestinos morreram nas últimas 24 horas em consequência das ações israelenses. Já um porta-voz militar de Israel acusou o Hamas de lançar granadas propelidas por foguete e disparos de sniper contra forças israelenses em área controlada por Tel Aviv, classificando os atos como “grave violação do cessar-fogo”.
O ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que a chamada “linha amarela” — posição para onde as tropas recuaram após o acordo — será demarcada fisicamente e qualquer incursão além desse ponto “será respondida com fogo”.
Questão humanitária e reféns
Enquanto isso, o governo de Gaza denunciou 47 violações israelenses desde o início do acordo, com 38 mortos e 143 feridos. O fechamento da passagem de Rafah continua, dificultando a entrada de ajuda humanitária em meio ao risco de fome para centenas de milhares de civis. Tel Aviv condiciona a reabertura ao retorno dos corpos dos 28 reféns que ainda estariam sob escombros, dos quais o Hamas entregou 12.
O impasse ampliou a instabilidade: principais índices da Bolsa de Tel Aviv recuaram quase 2% neste domingo, refletindo o temor de colapso do cessar-fogo.
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Crédito da imagem: Global News















