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Câncer de próstata: combo de fármacos corta mortes em 40%

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Câncer de próstata: combo de fármacos corta mortes em 40%

Câncer de próstata: combo de fármacos corta mortes em 40% abre nova perspectiva para homens cujo tumor voltou após cirurgia ou radioterapia, revela estudo internacional com mais de mil participantes.

Câncer de próstata: combo de fármacos corta mortes em 40%

O ensaio clínico, publicado no periódico The New England Journal of Medicine e apresentado em 19 de outubro no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), avaliou 1.068 pacientes de 244 centros em 17 países. Todos apresentavam câncer de próstata recorrente bioquimicamente de alto risco, identificado pela rápida elevação do antígeno prostático específico (PSA) após tratamento inicial.

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Os voluntários foram distribuídos em três grupos: terapia hormonal padrão, enzalutamida isolada e a combinação dos dois medicamentos. Após oito anos de acompanhamento, o grupo que recebeu a terapia combinada registrou redução de 40,3% no risco de morte em comparação com os demais.

De acordo com Stephen Freedland, diretor do Centro de Pesquisa Integrada em Câncer e Estilo de Vida do Cedars-Sinai Cancer e coautor do estudo, “há três décadas esperamos por um tratamento capaz de melhorar a sobrevida nesses casos; os novos achados mudam esse cenário”.

A enzalutamida já possui aprovação da Food and Drug Administration (FDA) e integra diretrizes da National Comprehensive Cancer Network para outras fases da doença. Os resultados atuais, segundo os pesquisadores, devem consolidar o fármaco — em associação à terapia hormonal — como padrão para tumores de próstata que recidivam de forma agressiva.

Hyung Kim, chefe do Departamento de Urologia do Cedars-Sinai, destaca que a análise “complementa evidências anteriores e transformará a forma como cuidamos dos pacientes”.

O câncer de próstata é o segundo tipo mais frequente entre homens no Brasil. Estratégias que retardem a progressão e evitem metástases ósseas podem reduzir complicações como dor crônica, perda de mobilidade e fraturas.

Para especialistas, o próximo passo é identificar perfis de pacientes que mais se beneficiam da combinação, além de avaliar custo-efetividade em diferentes sistemas de saúde.

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Crédito da imagem: Julien Tromeur/Shutterstock

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