Irã rejeita cessar-fogo proposto pelos EUA em meio a ataques
Irã rejeita cessar-fogo proposto pelos EUA e, ao mesmo tempo, intensifica bombardeios contra Israel e países do Golfo, mantendo a tensão militar e elevando preocupações sobre a segurança energética global.
Irã rejeita cessar-fogo proposto pelos EUA em meio a ataques
A emissora estatal iraniana Press TV informou nesta quarta-feira, 27, que Teerã descartou um plano de 15 pontos apresentado por Washington, transmitido por diplomatas paquistaneses, para interromper a guerra no Oriente Médio. Entre as cláusulas estavam alívio de sanções, redução do programa nuclear, limites a mísseis e reabertura total do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Fontes egípcias e paquistanesas, que pediram anonimato, confirmaram a oferta americana e acrescentaram que o pacote incluía restrições ao apoio iraniano a grupos armados. Um funcionário iraniano retrucou que “o Irã encerrará a guerra quando julgar adequado e segundo suas próprias condições”, segundo a TV estatal.
Enquanto isso, Israel realizou várias ondas de ataques aéreos contra Teerã e atingiu, na véspera, um centro de desenvolvimento de submarinos em Isfahan. O Irã retaliou com drones e mísseis que ativaram sirenes em território israelense e também miraram infraestrutura energética no Golfo. No Kuwait, um drone atingiu um tanque de combustível no aeroporto internacional, provocando um incêndio de grandes proporções.
O Pentágono enviará mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada e prepara o deslocamento de cerca de 5 mil fuzileiros navais para a região. A Casa Branca busca conter o impacto econômico da crise, já que a restrição iraniana ao Estreito de Ormuz, aliada a ataques a instalações petrolíferas, fez o Brent ultrapassar US$ 100, ainda 35% acima do nível pré-guerra. A Agência Internacional de Energia alerta para “disrupção sem precedentes” caso o conflito se prolongue.
No front diplomático, mediadores tentam organizar reuniões presenciais entre iranianos e americanos, possivelmente já na sexta-feira, no Paquistão. Porém, Teerã apresentou contrapartidas consideradas inaceitáveis por Washington, como reparações de guerra e manutenção de controle sobre Ormuz. Paralelamente, o Hezbollah segue disparando foguetes do Líbano, e Arábia Saudita e Bahrein relatam interceptações de drones próximos a áreas de produção de petróleo.

Imagem: Internet
O balanço oficial indica mais de 1,5 mil mortos no Irã, 20 em Israel (incluindo dois soldados no Líbano) e pelo menos 13 militares dos EUA. No Líbano, autoridades falam em mais de mil vítimas, enquanto no Iraque 80 membros das forças de segurança morreram em confrontos com milícias alinhadas a Teerã.
Analistas afirmam que qualquer trégua depende da flexibilização de exigências consideradas vitais por ambos os lados. Até lá, a incerteza sobre o fluxo de petróleo segue pressionando mercados e ampliando o risco de uma crise energética global.
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Crédito da imagem: Global News
















