Irã fecha Estreito de Ormuz e negocia com EUA; Brent cai
Irã fecha Estreito de Ormuz e negocia com EUA; Brent cai são os dois movimentos que marcaram a manhã desta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026. Teerã bloqueará partes do corredor por algumas horas, segundo a agência semioficial Fars, afetando a via por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Tensão no Golfo e impacto imediato nos preços
Mesmo com o fechamento temporário, o barril do Brent recuava 1,65% às 10h50, cotado a US$ 67,52. Analistas atribuem a queda à expectativa de avanço nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear, iniciadas hoje em Genebra.
Negociações nucleares sob escolta diplomática
Os EUA estão representados pelos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner; o Irã, pelo vice-chanceler Abbas Araqchi. Omã atua como mediador e cedeu a residência de seu embaixador na ONU para a reunião, realizada sob forte esquema de segurança. De acordo com a agência Reuters, Washington sinaliza disposição a aliviar sanções, ponto considerado crucial por Teerã.
Retórica dura dos líderes
O líder supremo Ali Khamenei declarou que qualquer tentativa americana de “derrubar o regime fracassará” e lembrou que até “o exército mais forte pode levar um tapa que o derrube”. Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump retomou o tom firme: depois dos bombardeios de junho passado com aeronaves B-2, disse que “uma mudança de regime poderia ser a melhor coisa” para o Irã, embora acredite em possibilidade de acordo.
Contexto militar e histórico recente
Exercícios iranianos em Ormuz reforçam a capacidade de Teerã de interromper o fluxo energético global, lembrando ameaças anteriores de bloqueio total do estreito. As tensões escalaram após Israel lançar, em junho de 2025, ataques a alvos iranianos, com apoio posterior dos EUA. Desde então, o Irã sustenta ter suspendido o enriquecimento de urânio, enquanto Washington e Tel Aviv alegam que o país busca capacidade armamentista nuclear, ponto negado por Teerã.
Especialistas alertam que um eventual fracasso na mesa de Genebra poderia reacender temores inflacionários ao impulsionar o preço do petróleo, já pressionado por restrições de oferta e conflitos regionais.

Imagem: Juliana Caveiro
No curto prazo, a pressão do mercado recai sobre a sinalização de que o estreito será reaberto ainda hoje e de que a Casa Branca poderá flexibilizar sanções se houver “seriedade iraniana”, como frisou Khamenei.
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Crédito da imagem: Reuters/Yoruk Isik















