Inteligência cultural vira trunfo competitivo no turismo
Inteligência cultural vira trunfo competitivo no turismo foi o ponto alto do AirlinePros Day, realizado em 2 de setembro de 2025 no LHotel, em São Paulo. Na palestra, Clara Cohen, fundadora da Savant Inteligência Cultural, explicou como a capacidade de entender códigos sociais, gestos e valores de diferentes públicos pode transformar a maneira como o trade negocia e atende viajantes.
Entender culturas evita falhas milionárias
Cohen lembrou que apenas 7% da mensagem está nas palavras. O restante depende do tom de voz, da linguagem corporal e do contexto. Ignorar esses sinais, segundo a especialista, já levou empresas globais a perder contratos e reputação, prejuízos que chegam a milhões de dólares. No Turismo, o reflexo surge em campanhas mal interpretadas, expectativas frustradas e negociações encerradas prematuramente.
Vantagem competitiva para quem atende turistas
Ao aplicar a inteligência cultural, hotéis, receptivos e companhias aéreas conseguem adaptar serviços, antecipar necessidades e criar experiências mais memoráveis. “Cultura está no coração das pessoas”, frisou Cohen, citando que viajantes sentem confiança quando percebem respeito aos seus costumes. A palestrante destacou casos de sucesso em que pequenas adequações de cardápio, sinalização ou atendimento elevaram índices de satisfação e fidelização.
Inovação nasce de equipes multiculturais
A fundadora da Savant, com mais de 15 anos de experiência em projetos no Brasil e no exterior, associou diversidade a criatividade. Equipes compostas por diferentes nacionalidades produzem soluções originais, desde roteiros inéditos até campanhas digitais mais empáticas. Para reforçar o argumento, ela citou estudo da Harvard Business Review que liga altos níveis de inteligência cultural a desempenho superior em inovação.
Treinamentos chegam ao mercado nacional
De olho nesse potencial, Cohen anunciou programas de capacitação direcionados a redes hoteleiras, operadoras e empresas que buscam novos mercados. Os módulos incluem análise de perfis culturais, simulações de negociação e técnicas para comunicação não verbal, ferramentas que prometem acelerar acordos e criar parcerias duradouras.
Imagem: Rafael Destro
Ao final da apresentação, a especialista reforçou que a inteligência cultural não substitui o domínio do idioma, mas amplia o alcance de cada palavra. “É como colocar novos óculos para enxergar o mundo”, resumiu.
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Crédito da imagem: Rafael Destro/Brasilturis















