Implosão do submarino Titan deveu-se a falha de engenharia
Implosão do submarino Titan foi causada por falhas de engenharia no casco de compósito, concluiu o Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB) em relatório final divulgado nesta quarta-feira (12).
Implosão do submarino Titan deveu-se a falha de engenharia
O documento detalha que o vaso de pressão em fibra de carbono apresentava múltiplas anomalias e não atendia aos requisitos mínimos de resistência e durabilidade. A embarcação experimental, operada pela OceanGate, implodiu em 18 de junho de 2023 durante a descida aos destroços do Titanic, no Atlântico Norte, matando instantaneamente as cinco pessoas a bordo.
Segundo a NTSB, a OceanGate não realizou testes estruturais adequados e desconhecia a real capacidade de suporte do casco. O relatório afirma ainda que, se a empresa tivesse seguido protocolos de emergência convencionais, os destroços teriam sido localizados mais rapidamente, poupando tempo e recursos, embora o resgate fosse impossível devido à magnitude do acidente.
A conclusão corrobora análise da Guarda Costeira dos EUA, publicada em agosto de 2023, que classificou a tragédia como “evitável” e apontou falhas críticas nos procedimentos de segurança da companhia. OceanGate suspendeu as operações em julho do ano passado e não comentou o novo parecer.
Entre as vítimas estavam o CEO da empresa, Stockton Rush; o explorador francês Paul-Henri Nargeolet; o aventureiro britânico Hamish Harding; e o empresário paquistanês Shahzada Dawood com o filho Suleman. O caso gerou processos judiciais e intensificou o debate sobre a necessidade de regulamentação de expedições privadas em grandes profundidades.
O NTSB recomenda que a Guarda Costeira institua um painel de especialistas para estudar submersíveis tripulados e, com base nas conclusões, elabore normas específicas para o setor. A indústria de exploração oceânica financiada por particulares tem crescido desde 2021, quando o Titan iniciou viagens pagas ao local do naufrágio do Titanic, a cerca de 700 km de St. John’s, no Canadá.
Imagem: Patrick Whittle The Assoc
Mais detalhes sobre a investigação podem ser lidos no relato completo da BBC, que acompanha o caso desde o primeiro dia das buscas.
Para acompanhar outras atualizações sobre segurança marítima e grandes operações de resgate, visite nossa editoria Brasil e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















