Ibovespa recua 1% após pesquisa AtlasIntel
Ibovespa recua 1% após pesquisa AtlasIntel que mostrou queda de seis pontos de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, pressionando o humor dos investidores nesta terça-feira (19).
Pesquisa eleitoral derruba confiança
A sondagem AtlasIntel/Bloomberg, realizada entre 13 e 18 de maio com 5.032 eleitores, revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou de 47,8% para 41,8% nas intenções de voto em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que retomou a liderança com 48,9%. A divulgação dos áudios que ligam o parlamentar ao banqueiro Daniel Vorcaro detonou o chamado “Flávio Day 2.0”, ampliando a aversão ao risco local.
Reação do mercado financeiro
Às 10h10, o Ibovespa caía 1,33%, aos 174.626 pontos. O recuo foi puxado por blue chips como Petrobras (PETR4) e Cosan (CSAN3), além de ajustes em bancos e varejistas. O dólar à vista avançava 0,68%, a R$ 5,0330, acompanhando o fortalecimento global da divisa, enquanto o índice DXY subia 0,06%.
Selic pode ficar elevada
Durante evento do Santander, Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central, declarou que a taxa Selic permanecerá em terreno restritivo até que o BC esteja confiante no retorno da inflação à meta de 3%. O Boletim Focus já projeta Selic de 13,25% e inflação de 3,92% para 2026, refletindo incertezas geopolíticas e custos de energia.
Agenda local e internacional
O governo federal lança hoje, às 15h30, o programa Move Aplicativos, que destinará R$ 30 bilhões para financiar veículos de motoristas de aplicativo e taxistas. No exterior, investidores aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve, enquanto monitoram discursos de Christopher Waller e Anna Paulson sobre o impacto da guerra no Irã na inflação dos EUA. Os contratos do Brent para julho recuavam 1,36%, a US$ 110,54, após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que suspendeu um ataque ao Irã, de acordo com a agência Reuters.

Imagem: Anna Scabello
Perspectivas para o dia
A volatilidade deve continuar, sobretudo em papéis sensíveis a juros e em empresas com alta correlação com o câmbio. Analistas recomendam atenção redobrada a indicadores de inflação norte-americanos e às declarações do Fed, que podem ditar o rumo dos ativos emergentes.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli














