IA no planejamento de viagens ainda gera desconfiança
IA no planejamento de viagens ainda gera desconfiança entre turistas do mundo todo, revela pesquisa da Civitatis que ouviu mais de 7 mil pessoas: metade dos viajantes evita ferramentas de inteligência artificial temendo informações incorretas.
IA no planejamento de viagens ainda gera desconfiança
O levantamento integra a campanha global “Viajar é humano”, criada para discutir os limites da tecnologia no turismo. Mesmo entre os entrevistados que realizam de duas a cinco viagens internacionais por ano — grupo normalmente mais aberto a novidades digitais — 50% preferem métodos tradicionais de pesquisa.
De acordo com a empresa, dois fatores explicam a cautela. O primeiro é o valor atribuído ao planejamento pessoal; muitos consideram a busca por destinos e atrações parte essencial da experiência de viajar. O segundo é a falta de familiaridade com as ferramentas de IA, que ainda soam complexas a parcela significativa do público.
A pesquisa também destaca erros recorrentes apontados por quem já utilizou inteligência artificial para montar roteiros: horários e preços desatualizados, links quebrados, recomendações de estabelecimentos fechados e até sugestões de atrações que não existem. Casos como esses reforçam a necessidade de uma curadoria humana, observa Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil.
Para ilustrar os riscos, a empresa criou a fictícia Ilha de San Elías, destino inexistente que aparece em algumas respostas automatizadas. A ação mostra como conteúdos gerados por IA podem induzir o viajante ao erro quando não passam por verificação. O tema tem ganhado atenção até de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Turismo, que debate boas práticas para dados digitais no setor (unwto.org).
Apesar das falhas, a Civitatis avalia que a IA deve se tornar ponto de partida comum para dúvidas logísticas — tempo de deslocamento, opções de transporte e ideias iniciais de roteiro. Entretanto, informações em tempo real e avaliações verificadas continuam sendo decisivas na escolha da plataforma, razão pela qual a empresa lançou um aplicativo com milhões de reviews validados e dados atualizados constantemente.

Imagem: inteligência artificial
No cenário traçado pela pesquisa, a combinação entre algoritmos e olhar humano desponta como caminho mais seguro para garantir experiências autênticas e reduzir o “ruído digital” apontado pelos viajantes.
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Crédito da imagem: Divulgação/Civitatis















