Greve dos aeronautas: categoria decide após mediação no TST
Greve dos aeronautas: categoria decide após mediação no TST permanece a principal incerteza do setor, depois que o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) analisou, nesta terça-feira (23), a proposta costurada no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a Convenção Coletiva de Trabalho 2025-2026.
Greve dos aeronautas: categoria decide após mediação no TST
A mediação conduzida pelo vice-presidente do TST, com apoio do Ministério Público do Trabalho e de magistrados auxiliares, apresentou reajuste de 4,68% em todas as cláusulas econômicas, exceto na diária internacional. O índice reflete o INPC de 4,18% acrescido de 0,5% de ganho real. O vale-alimentação ficaria 8% maior, superando ofertas anteriores.
Segundo o SNA, a troca de um abono pontual por reajuste permanente amplia o impacto salarial de forma definitiva, alcançando férias, 13º, FGTS e demais verbas. O texto também prevê subsídio ao Fundo de Auxílio Mútuo (FAM): R$ 100 para até 100 pilotos e R$ 50 para até 100 comissários por empresa.
No campo operacional, a proposta limita a duas as chamadas monofolgas a partir de julho de 2026 e ajusta a regra de conurbação entre os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, acrescentando uma hora ao repouso mínimo quando a jornada começa ou termina em terminal distinto da base contratual.
Já o “tempo em solo” segue fora da Convenção, mas ganhou data para debate específico: 10 de março de 2026, no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc). O tema é alvo de ações judiciais relativas a Gol, Azul e Latam desde 2018.
A assembleia geral extraordinária convocada para 29 de dezembro está mantida. Se os aeronautas aprovarem a proposta, a nova CCT valerá retroativamente a 1º de dezembro de 2025, e a greve será cancelada; caso contrário, a paralisação poderá iniciar em janeiro.

Imagem: Reprodução
Mais detalhes sobre o processo de mediação podem ser consultados no site do Tribunal Superior do Trabalho, que divulgou nota oficial após a audiência.
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