GPA amplia prejuízo líquido para R$ 1,35 bi no 1T26
GPA amplia prejuízo líquido para R$ 1,35 bi no 1T26 logo no primeiro trimestre de 2026, resultado muito acima das perdas de R$ 93 milhões apuradas um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (14).
GPA amplia prejuízo líquido para R$ 1,35 bi no 1T26
O GPA atribuiu o desempenho negativo principalmente a efeitos não recorrentes que não impactam diretamente o caixa, mas pressionaram o resultado em R$ 1,014 bilhão. Entre eles, destacam-se a baixa de crédito no exterior de R$ 588 milhões, além de baixas de softwares, fundo de comércio e impairment de lojas.
Sem esses itens extraordinários, o prejuízo ajustado teria ficado em R$ 333 milhões. A receita líquida anual encolheu 8,2%, totalizando R$ 4,3 bilhões, reflexo da descontinuação do formato Aliados, ajustes no portfólio de lojas e foco em canais digitais mais rentáveis.
Apesar da retração de vendas, o indicador same store sales (SSS) cresceu 0,6%. Já o Ebitda ajustado subiu 12%, para R$ 458 milhões, elevando a margem para 10,5%, avanço de 1,9 ponto porcentual.
No campo financeiro, o resultado líquido pós-IFRS 16 foi negativo em R$ 382 milhões, piora de 20% comparada ao 1T25. O GPA relaciona o enfraquecimento ao patamar elevado da taxa Selic e a maiores custos com garantias contingenciais, conforme mostrou reportagem do Valor Econômico.
Os investimentos (capex) ajustados caíram 54,8%, somando R$ 87 milhões. A empresa informou que a redução decorre da desaceleração na abertura de lojas e de menores aportes em tecnologia da informação e logística.

Imagem: Estadão Cteúdo
Com a estratégia de conter despesas e priorizar rentabilidade em vez de expansão acelerada, o GPA afirmou que segue analisando oportunidades para otimizar o portfólio e melhorar a geração de caixa nos próximos trimestres.
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Crédito da imagem: Renan Dantas/Money Times
















